sexta-feira, 23 de junho de 2017

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"Os meus olhos viajam mais do que as minhas pernas.
O meu pensamento mais do que os meus olhos"

José Eduardo Agualusa 
"A Vida no Céu"


   A cidade de Quelimane e o Rio dos Bons Sinais
















 

 

 

 

Gabinete do Novo Aeroporto de Lisboa

 


 



A RTP num seu recente programa "Prós e Contras" tratou da problemática do futuro do Aeroporto que serve a capital.



O Aeroporto Humberto Delgado ora está à beira da saturação ou pode ser ampliado e durar ali muitos mais anos.



   Aeroporto da Portela em 1969 - Voos domésticos



Este desacordo de opiniões pode muito bem ter a ver com os interesses de cada um.













Uns ganharão mais com as obras onde ele está e outros com uma nova localização e uma grande obra de raiz.




Espero que esta situação não demore mais 48 anos a resolver.

Teria que esperar pelo ano 2065.

Nesse ano eu faria 123 anos.

Terei morrido no mínimo 3 anos antes, em 2062, porque a Bíblia diz que ninguém pode viver mais de 120 anos.


Já vi que não chego lá...





 
















Isto porque a última vez de que me lembro do assunto ter sido tratado, a sério, como deve ser, foi em 1969.







E por decreto Lei!


Foi constituído o GNAL - Gabinete do Novo Aeroporto de Lisboa

Decreto Lei Nº 48.902 de 8 de Março de 1969.



O dito cujo foi assinado por:

  • Marcello Caetano - 1º Ministro
  • João Augusto Dias Rosas - Ministro das Finanças
  • José Estevão Abranches Couceiro do Carmo Moniz
  • Américo Deus Rodrigues Thomáz - Presidente da República do falecido Estado Novo


O Ministro das Finanças Dias Rosas, à esquerda e Maurice Schumann discutem o Mercado Comum





E a 19 de Dezembro de 1969 já havia conclusões, 285 dias depois!




Na 4ª sessão do Conselho Técnico Consultivo criado pelo mesmo Decreto Lei, na altura chamado Conselho Aeronáutico.
















E a opção Portela, chamava-se assim o Aeroporto de Lisboa,
onde ele ainda hoje está e estará,






não foi considerada por:



"Apresentar, além do mais e desde logo, graves inconvenientes
resultantes de se encontrar praticamente dentro da cidade
e não se vislumbrar qualquer hipótese de expansão."


Foram consideradas então as seguintes localizações possíveis

  • Fonte da Telha
  • Montijo
  • Alcochete
  • Porto Alto
  • Rio Frio

 
Foi escolhido o Rio Frio.


Quando comecei a voar na TAP, em 1971, quis comprar uma casa que ficasse o mais perto possível do Aeroporto de Lisboa.

Falava-se numa mudança breve mas não havia estudos publicados.




 













Aluguei casa no Bairro dos Olivais Sul, na Av Cidade de Luanda.

E no ano seguinte, 1972, finalmente! apareceu o estudo publicado.







 

















Apressei-me a comprar o volumoso livro da Imprensa Nacional onde tudo estava explicado.

Li-o atentamente e até sublinhei a lápis o que achava mais importante.




Custou-me 120$00 e tem 420 páginas.
 


Olha se eu tinha comprado casa em Rio Frio...
















Em Lisboa a azáfama era grande...















Celebrava-se o dia da Liberdade.

O 25 de Abril.










 



Dirigentes dos grandes e pequenos partidos políticos as mais altas chefias das Forças Armadas vários membros do Governo grandes figuras da Magistratura  o Presidente da República todos se preparavam para a grande cerimónia.

Na Assembleia da República davam-se os últimos toques na limpeza, afinava-se o cerimonial do Protocolo e a Segurança ia discretamente ocupando os seus lugares.















Era dia de festa, de celebração e muito povo queria ver a chegada sempre festiva de tanta gente ilustre.



E o Presidente hoje não ia chegar a caminhar pela rua abaixo…




Foto colhida no "Observador"  



Com alguma pena por não poder assistir mas com uma agenda muito importante a cumprir do outro lado do Atlântico, o Dr. José Abrantes encaminhava-se apressado para o eternamente renovado Aeroporto Humberto Delgado.

Já não tinha muito tempo e ainda havia que enfrentar a segurança apertada e demorada. O seu fiel motorista da Uber levou-o até à porta da Partidas exactamente na hora prevista.



Check-in electrónico feito era só procurar a porta de embarque.

Ainda não havia muita gente e a fila avançava com vagar mas avançava.

Pela frente ainda tinha muitas horas de voo sobre o mar mas o seu fiel tablet, companheiro de trabalho mas não só, estava ali consigo agora que tinha sido cancelada a hipotética proibição do seu uso a bordo.

Estava ansioso por ver aquele novo modelo de avião, a última palavra da tecnologia, um monstro. Mas bonito por dentro e por fora.

Quando chegasse ao Hotel iria poder falar com o Pai, ilustre e respeitado político, para saber como tinha corrido a grande cerimónia desse 25 de Abril na Assembleia da República.

A essa hora começavam a chegar os primeiros VIP ao antigo Mosteiro Beneditino do século XVI, Mosteiro de S. Bento da Saúde.












Mais tarde, com a extinção das ordens religiosas, passou a sede das Cortes Gerais da Nação, o Palácio da Cortes, até 1911. Palácio do Congresso até 1933. Palácio da Assembleia Nacional até à data que hoje se celebrava. Normalmente conhecido como Palácio de S. Bento, ostenta hoje com orgulho a designação de Assembleia da República.




E a gente curiosa começava a encher a rua em frente com muita Polícia na grande escadaria. Sabendo que não era dia de protestos mas de festa.

A grande expectativa estava canalizada para a última viatura a chegar. Um carro não ostensivamente luxuoso porque o Presidente tinha recusado os luxos oferecidos pelo anterior governo.

Seria uma chegada espampanante com tantos batedores à frente e todas as bandeirinhas a vibrar nas potentes motos e viaturas de apoio.

Ultrapassada a inspecção à bagagem. O Dr. José Abrantes encaminhava-se agora apressado mas descontraído para a porta de embarque.






Já sentado de tablet na mão procurou mais uma vez as imagens do avião novo que o iria levar ao outro lado do Mundo. Como seria realmente a cabina? Esperava que o seu lugar de Executiva fosse de grande conforto.

Lá no fundo tinha uma secreta esperança de poder ver o cockpit. Devia ser um espanto comparado com o seu pequeno Ultra Light que lhe dava tanto prazer pilotar.

A rua de S. Bento era agora uma espécie de Salão Automóvel com tanto bólide reluzente, tanta gente ilustre. Eram afinal os mais altos representantes da Nação, aqueles em quem o Povo tinha votada e os mais altos magistrados que os eleitos tinha escolhido.

Já não faltava muito para a grande cerimónia.

Mas ainda havia muito automóvel a chegar. E a segurança começava a agitar-se mais.











Na sala de embarque o Dr. José Abrantes ouve o aviso de embarque dos passageiros VIP e levanta-se ainda com o tablet na mão e encaminha-se para a porta do avião com muita curiosidade. Ia finalmente voar naquele festival de tecnologia e design.





Para a solene cerimónia no Palácio de S. Bento (um eufemismo naturalmente sabendo-se que Palácio não condiz com a pobreza de S. Bento…) os embaixadores acreditados de países amigos incluindo os dos PALOP não quiseram faltar. O Núncio Apostólico tomava já o seu lugar ao lado do Cardeal Patriarca não muito longe das chefias da Associação 25 de Abril.

E como sempre, os últimos são mesmo os primeiros.

Confortavelmente sentado no seu carro, o Presidente lia as últimas mensagens e ria-se com uma que o neto mais novo lhe mandara. Era o benjamim e o Avô amava-o acima de tudo.

No grande avião a porta fechava-se agora e finalmente o Dr. José Abrantes confirmava todas as suas mais altas expectativas. O avião era um portento. Era de uma beleza fria mas ao mesmo tempo acolhedora. A simpatia do pessoal de cabina era cativante e sabia que iria ser uma viagem de sonho.

















Se pudesse espreitar o cockpit…




Agora o frenesim era total na rua de S. Bento.

Telemóvel arrumado no bolso das calças, em silêncio não fosse o neto ligar-lhe no meio do discurso, o Presidente muito amado sai da viatura e acena a toda aquela multidão que o espera há tanto tempo.

Neste momento exacto uma esquadrilha de F-16 da nossa Força Aérea sobrevoa o local em respeito pelo mais alto magistrado da Nação.

Cumpridas finalmente as formalidades protocolares, o Presidente entra no grande Palácio.
Já lá estavam todos à sua espera e quando chega ao grande hemiciclo é recebido por uma efusiva salva de palmas.

Nenhum partido se absteve. Nenhum deputado deixou de se manifestar, agradado.

No Aeroporto o avião deixava agora a placa e encaminhava-se majestoso para a grande pista que começava nas redondezas de Camarate, de má memória e só acabava mesmo junto à Segunda Circular.







O cheiro a novo, a bordo, era inebriante e o Dr. José Abrantes, confortavelmente sentado seguia com atenção o vídeo de segurança que o seu ecran do lugar lhe transmitia mesmo a tempo porque afinal esquecera-se de apertar o cinto. Som de alta fidelidade graves no ponto e imagem 4K! Fantástico! O que a aviação evoluiu…






Sorriu pensando no ecrã digital de menor tamanho que também equipava o seu pequeno avião e que era todo um painel de instrumentos de voo…





Mas aquele cockpit mesmo ali à sua frente de porta trancada devia ser o máximo! Talvez, talvez…

Curioso tentou fazer um cálculo de quanto combustível haveria a bordo para tão grande voo. Pelas características que, interessado, tinha lido na Wikipédia seria coisa para mais de 150 toneladas. Não sabia ao certo, claro. Mas tinha ainda muitas horas pela frente para perguntar a alguém.

Do outro lado da cidade a grande cerimónia comemorativa do 25 de Abril estava aberta.














Não havia um lugar vago.

Todos os deputados que estavam no País, todo o Governo, os presidentes de todos os partidos com e sem assento na Assembleia, a Magistratura, as grandes chefias das Forças Armadas, os velhos Capitães de Abril e a memória dos que já lá não estariam mais, todos seguiam com expectativa o desenrolar da cerimónia de abertura.




Tinha sido organizado um mini sarau com os mais conhecidos a amados artistas, cantores fadistas e guitarristas que numa breve mas belíssima actuação predispuseram os presentes para a longa maratona de discursos que se iria seguir.

Uma estopada previsível mas havia que ter muita atenção ao que entre linhas os oradores iriam dizer.

O dia 26 de Abril seria o dia do ajuste de contas e a política seguiria o seu caminho.

Mas hoje era um dia de união. A sério.

O Comandante do grande avião dá as boas vindas num breve discurso aos passageiros, agora que se aproxima a cabeceira da pista.

Na Torre de Controlo a equipa de serviço verifica a situação no chão e em redor do Aeroporto para se certificar se há condições para autorizar o avião a entrar na pista.

O Dr. José Abrantes sente no ar o frenesim da descolagem próxima com um breve sorriso. Sabia bem o que isso era e o gozo que lhe dava controlar o seu Ultra Light nas descolagens de algumas pistas de quintas de amigos que tinha no Alentejo.

O que estaria a sentir o Comandante, pensava… Com toda aquela electrónica ali à sua frente.

Ainda tentou mandar uma mensagem ao Pai, a ver se ia e se ele a podia ler agora.

O Sr. Presidente da Assembleia da República começa finalmente o seu discurso. Perto de si o Pai do Dr. José Abrantes, velha raposa da política, deseja boa viagem em resposta à mensagem que esperava do filho. A viagem era muito importante para ele e esperava que tivesse sucesso. Queria ver o filho no topo antes de se reformar. Mas estava tudo a correr bem.

E com isto não ouviu parte de discurso mas tinha em mãos uma cópia…

A Torre de Controlo autoriza a entrada do avião na pista mas não o deixa ainda descolar.
Em coordenação com a Força Aérea, o Controlo precisa de se certificar se o espaço  Aéreo em frente estava livre dos F-16 que permaneceram sobre Lisboa em algumas manobras sobre o Tejo para gáudio de milhares de pessoas que ao longo do rio os puderam ver. Afinal era um dia de grande festa! E o espaço aéreo sobre a capital estava reservado para os F-16.

Abril costuma ser um mês de chuva, Abril das águas mil, mas naquele final de mês o céu estava limpo, sem vento. A Meteorologia ideal para os ases dos F-16 vindos da Base Aérea Nº5 em Monte Real, Leiria, a casa dos Falcões. Assim se chamam os pilotos daquela Esquadra.

Finalmente a Torre de Controlo autoriza o avião a descolar.

O grande pássaro começa lentamente a mover-se. Os dois enormes reactores com as manetes na potência máxima puxam por ele com uma vontade inesgotável. E a velocidade aumenta exponencialmente.

O Dr. José Abrantes, sentado à janela do lado esquerdo da executiva, o corpo forçado contra as costas da cadeira pela aceleração dos reactores, vê agora toda a Aerogare a desaparecer velozmente.

E finalmente, de nariz empinado, aquelas mais de 450 toneladas de metal, plástico, sangue músculos, quilómetros de fios e muito combustível para atingir o outro lado do Mundo, elevam-se afinal com enorme facilidade.

Majestoso!

- Olha a 2ª Circular!. Vazia! Pois é, hoje é feriado…

Pensa o Dr. José Abrantes.

E foi quando um enorme estrondo estremeceu todo o avião.

Em milésimos de segundo que pareceram horas, a asa esquerda liberta subitamente do seu reactor eleva-se obrigando o avião a guinar ligeiramente para a direita.

Como num filme de terror o Dr. José Abrantes vê o reactor despenhar-se a grande velocidade exactamente sobre o largo recinto do Hospital Júlio de Matos.

Já não pode ver mas aquela autentica bomba arrasou tudo á frente e só parou umas centenas de metros depois em plena Avenida de Roma, deixando um enorme rasto de destroços no Hospital e até se imobilizar, depois de destruir e incendiar uma série de automóveis e um Autocarro.

O Comandante do avião consegue controlar inicialmente a trajectória, compensando o desvio com os pedais.

O Pai do Dr. José Abrantes ouve atentamente o discurso no alto da bancada do Presidente, defronte de toda a Câmara, onde literalmente todos os principais dirigentes dos diversos organismos que compõem um Estado de Direito se sentavam.

Não fazia a mínima ideia do que estava a passar com seu brilhante filho mais velho.
A Torre de Controlo, declarada a emergência, activa de imediato todos os procedimentos legais respeitantes a uma grande catástrofe.

Uma enorme nuvem vermelho escuro elevava-se da zona adjacente à 2ª circular, exactamente no local onde foi possível ver perfeitamente da Torre o reactor a cair.

A Protecção Civil tinha de tomar conta da ocorrência que começava a desenrolar-se fora do perímetro do Aeroporto.

Mas era também necessário prestar assistência aos dois pilotos, únicos ocupantes do cockpit, sem mais ninguém para os auxiliar.

A primeira ideia que veio ao Controlador foi mandar o avião voltar pela esquerda de modo a poder aterrar de imediato no Montijo.

Mas as chamas que agora se viam na asa esquerda nada augurava de bom. 

O Comandante, ainda sem conseguir comunicar com a Torre, tentava tudo para controlar o avião ferido de morte, ao mesmo tempo que o Copiloto prosseguia os procedimentos de emergência. E o trem de aterragem recusava-se a voltar ao casulo provocando uma enorme resistência ao avanço de tamanho avião.

O Dr. José Abrantes sem acção, completamente paralisado, o olhar fixo na asa a arder, ainda teve tempo de ver que sobrevoavam o Parque Eduardo VII a relativamente baixa altitude.
Na Torre de Controlo o Chefe de Turno num tom de voz o mais calmo que pode, informa o Comandante:

- VA 2504, turn left towards Montijo Airbase. You are Nº 1 to Land.

As comunicações rádio são sempre em Inglês entre os aviões e o chão e embora o Comandante fosse Irlandês, tão assoberbado estava com a tentativa difícil de controlar aquela cada vez maior bola de fogo com asas que não conseguiu responder.

Primeiro controlar o avião, depois resolver o resto.

O que ele não sabia era que a explosão do motor tinha atirado com milhares de pequenas peças metálicas que transformaram em estilhaços as alhetas dos rotores.

Diversos equipamentos tinham sido atingidos por autênticos projecteis. A mecânica do trem de aterragem ferida de morte. A electrónica à solta com os electrões desgovernados naquele emaranhado de fios e comunicações Wi-Fi.

Os comandos de voo exauriam-se lentamente, os computadores de bordo sem informação para digerir. Os painéis do glass-cockpit, aflitos com a insuportável quantidade de software que se atropelava no porão dos electrónicos, não transmitiam nada de útil.

Já a muito baixa velocidade, o Dr. José Abrantes sabe que está a passar sobre o Largo do Rato, o avião sempre a voltar muito ligeiramente para a esquerda.

E sempre a descer. imperceptívelmente mas a descer. 

Pensou em rezar, mas não sabia…

Teve a percepção nítida do que iria acontecer breves momentos depois, os telhados da Rua de S. Bento em tamanho natural.

E foi então que se lembrou do Pai e dos locais onde estavam ambos neste momento.



Tão perto um do outro...


Ainda teve muito tempo para se lembrar da última vez que o Pai lhe pegara ao colo.

A imagem muito nítida que ficou para a eternidade quando finalmente quase voltou realmente para o colo do seu Pai.

Que o acompanhava agora também, para todo o sempre.


O Palácio de S. Bento foi atingido em cheio como que por um míssil intercontinental.



Nada restou.

Nem paredes.

Nem ninguém…

E o dia seguinte foi o dia do caos.

Um país decapitado.

Sem lideres. Em nenhum sector da orgânica normal de um Estado.

Portugal estava agora novamente adiado.

Por muitos anos.

Mas podia ainda orgulhar-se de tanta coisa!

Havia até quem se orgulhasse daquele Aeroporto mesmo no meio da cidade…


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Isto é ficção, claro...

 


No entanto...

Hoje, dia 17 de Abril de 2017, um bimotor Piper PA31T Cheyenne II com matrícula suíça (HB-LTI) – caiu cerca de dois minutos após a descolagem no aeródromo de Tires com um tripulante e três passageiros, adiantou fonte do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA) (Notícia do Expresso dia 17 Abr às 17h)

O alerta foi dado por volta do meio-dia, de acordo com a PSP.

Entre as vítimas encontram-se quatro cidadãos estrangeiros: um suíço e três franceses. Quatro feridos ligeiros foram transportados entretanto para o hospital de Cascais.

Veja aqui um vídeo de um particular, Fábio Pocariço:




Piper PA31T Cheyenne II  

A aeronave caiu sobre um camião que descarregava junto ao Lidl, em Tires (Notícia do JN às 17h15)

Fonte oficial do GPIAAF - Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários disse à Lusa que a aeronave descolou do aeródromo de Tires em direção a Marselha, França, tendo-se despenhado cerca de dois mil metros depois da descolagem.
Vários testemunhos ouvidos pelo JN no local relatam que a avioneta "fez piruetas no ar" antes de se despenhar.

Fonte do sector aeronáutico indicou à Lusa que o aparelho é um Piper, modelo Cheyenne II, bimotor.
As vítimas são o piloto e os três ocupantes da aeronave, que tinha matrícula suíça, acrescentou a mesma fonte. A polícia identificou três de nacionalidade francesa e outro de nacionalidade suíça.









Em consequência do acidente um camionista a descarregar no Lidl foi atingido pelo avião e teve morte no local, segundo notícias das 17h também.

O local do acidente está assinalado com o pontinho vermelho abaixo da cabeceira da pista, ligeiramente para a direita



















O supermercado onde caiu o avião é bem visível ao centro da imagem, em baixo

















Local do acidente: parque de estacionamento no canto inferior direito da imagem acima




Eu não acredito em bruxas, pêro que las ay, ay...




Esta história estava para ser publicada no dia 25 de Abril de 2017.
No entanto a queda do avião hoje em Tires e na sequência de vários comentários de colegas meus no programa Prós e Contras da RTP transmitido recentemente, resolvi publicá-la hoje.
Estava escrita há muito tempo. Juntei-lhe hoje as imagens, colhidas ao acaso na net.

Espero que inspire alguém quanto à problemática do Aeroporto Humberto Delgado...






Imagem de capa:

(Foto da Marinha)

O Navio Escola Sagres


Brasão da Sagres



   Foto do site "Restos de Colecção"





A Sagres existe na Marinha Portuguesa desde 1884


A primeira Sagres era uma corveta mista com casco em madeira, construída em Inglaterra nos estaleiros de Messrs. Young, Son and Magnay, Limehouse, em 1858. Armava em galera e, fundeada no rio Douro, serviu como navio-escola até 1898.

A Sagres II foi lançada à água em Bremerhaven, em 1896, com o nome “Rickmer Rickmers”. Em 1916, quando a Alemanha declarou guerra a Portugal, este veleiro encontrava-se nos Açores, tendo sido então arrestado. Baptizado com o nome “Flores”, foi colocado à disposição dos ingleses, que o usaram como transporte. Em 1924, terminada a sua utilização como navio mercante, foi devolvido a Portugal e incorporado na Marinha Portuguesa como navio-escola e com o nome Sagres







Foto do site Vortexmag  










O actual N.E. Sagres, o 3º com esse nome. originalmente alemão, foi encomendado aos estaleiros Blohm & Voss de Hamburgo no dia 2 de Dezembro de 1936 e a sua construção terminou no dia 15 de Julho de 1937.
Foi lançado à água a 30 de Outubro de 1937, tendo recebido o nome de "Albert Leo Schlageter".






Lançamento à água do "Albert Leo Schlageter"  
Foi o terceiro de uma série de quatro navios construídos para a marinha alemã, Kriegsmarine, além do Gorch Fock 1933, Horst Wessel (1936) atual “Eagle” da United States Coast Guard.


Quem foi Albert Leo Schlageter ?

Durante a ocupação do Ruhr pela França para garantir os pagamentos de reparação de guerra em 1923, Schlageter liderou uma patrulha de combate paramilitar "Schwarze Reichswehr" (Exércitos Negros), que tentou resistir à ocupação das forças francesas por meio de sabotagem. Alguns comboios foram descarrilados com o objectivo de impedir o abastecimento das tropas francesas, chegando até a explodir um viaduto.
Em 7 de Abril de 1923 Schlageter foi traído, possivelmente, pelos seus próprios camaradas de patente e combate, sendo preso e julgado por um tribunal marcial francês em 7 de Maio de 1923, sob a acusação de sabotagem. 

Foi condenado à morte, sendo executada a sentença na manhã do dia 26 de Maio do mesmo ano, numa mata próxima a Dusseldorfe.
Após 1933, Schlageter tornou-se um dos principais e mais explorados heróis do regime Nazi.





Em 1938/39 o navio "Albert Leo Schlageter" efectuou algumas viagens de instrução, onde se destaca uma viagem às Caraíbas. Esteve então parado até ao início de 1944, altura em que foram reactivados os navios de treino devido ao facto de se constatar que os cadetes, apesar de bem preparados tecnicamente, tinham uma deficiente preparação naval.

No dia 14 de Novembro de 1944, no decorrer de uma viagem de instrução no Báltico, com mau tempo, o navio embateu numa mina tendo danificado seriamente a proa e colocando em risco de vida toda a guarnição.

Em 1945 foi capturado em Bremerhaven pelas forças americanas


Aquando da partilha dos despojos pelos vencedores, o "Horst Wessel" (atual “Eagle” da United States Coast Guard) e o "Albert Leo Schlageter" couberam aos Estados Unidos. No entanto, apesar dos esforços do Comandante americano da Base Naval de Bremerhaven, não foi possível encontrar, nos Estados Unidos, uma instituição que quisesse ficar com o Leo.



   O "Guanabara"















Acabou por ser cedido em 1948 à Marinha do Brasil, com o intuito de fazer face aos danos causados pelos submarinos alemães aos seus navios, durante a guerra.

Foi vendido pelo preço simbólico de 5000 dólares, tendo o seu reboque para o Rio de Janeiro, onde chegou a 6 de Agosto, custado outro tanto. A 27 de Outubro desse mesmo ano, com o nome “Guanabara”, foi incorporado na marinha brasileira.





Como navio-escola efectuou, regularmente, várias viagens de instrução ao longo da costa brasileira.

A 21 de Julho de 1959, o Guanabara concluiu a sua derradeira viagem ao serviço da Marinha do Brasil.

No dia 30 de Novembro de 1960, considerado insuficiente para satisfazer as necessidades de instrução e treino, foi formalmente abatido ao efectivo e  desarmado. Nele foi instalado o comando da Flotilha de Patrulheiros.


Dois anos depois da sua paragem, o governo português logrou adquirir o Guanabara, muito se ficando a dever este êxito à acção empenhada do Dr. Pedro Teotónio Pereira, na altura Ministro da Presidência.

O contrato de venda do navio foi assinado no Rio de Janeiro, pelo valor de 150.000 dólares, a 10 de Outubro de 1961, data em que pela última vez foi arriada a bandeira do Brasil.



   Foto do site Vortexmag











O Navio Escola “Sagres”, foi aumentado ao efectivo da marinha portuguesa a 8 de Fevereiro de 1962 (por portaria nº 18997) em cerimónia realizada no Rio de Janeiro quando foi içada oficialmente pela primeira vez a bandeira portuguesa. No dia 25 de Abril largou do Brasil e chegou a Lisboa a 23 de Junho.






A continuidade de um navio-escola na marinha portuguesa teve como principal objectivo assegurar a formação naval dos cadetes por forma a complementar a instrução técnica e académica ministrada na Escola Naval.

Desde 1962 o N.E. “Sagres” efectuou todos os anos viagens de instrução, excepto em 1987 e 1991, devido a paragens relacionadas com a sua modernização. Aliás, foi em 1991 que o motor original foi substituído e montado a bordo um dessalinizador. Este facto, a par do ar condicionado montado em 1993, muito contribuiu para a melhoria das condições de habitabilidade.




Para além das viagens de instrução, o N.E. “Sagres” tem como missão a representação de Portugal, e da marinha portuguesa, funcionando como embaixada itinerante.





   A Sagres-em Mar del Plata, Argentina







Cumprindo as suas missões o N.E. “Sagres” já efectuou 3 voltas ao Mundo. As duas primeiras, em 1978/79 e 1983/84 além de outras viagens de duração superior a oito meses. Nas duas primeiras voltas ao mundo efectuadas, o navio passou o canal do Panamá, bem como na viagem em que participou na Regata Colombo, em 1992. Em 1993 passou o cabo da Boa Esperança, fez escala em Cape Town, na África do Sul, e visitou o Japão pela terceira vez. 




A 4 de Julho de 1984 foi feito Membro-Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.


Em 19 de Janeiro de 2010 partiu para a terceira volta ao mundo.



No total, a viagem teve uma duração aproximada de 339 dias, dos quais 71 por cento a navegar e 29 por cento nos portos. O navio passou por 28 cidades costeiras, de 19 países diferentes.



Foto do site Vortexmag  




Regressou a Lisboa da terceira volta ao mundo no dia 23 de Dezembro de 2010, após uma viagem que durou cerca de 11 meses. Durante esta terceira viagem, percorreu 40.000 milhas e navegou durante 5.500 horas. Foi também visitado por cerca de 300.000 pessoas. Além das circum-navegações a Sagres III participou na Regata Colombo (1992), nas comemorações dos 450 anos da chegada dos Portugueses ao Japão (1993) e ainda nas celebrações por ocasião dos 500 anos da Descoberta do Brasil (2000).






A Sagres em Sagres, foto da Marinha  








A 12 de Março de 2012 foi feito Membro-Honorário da Ordem Militar de Cristo.




A Cruz de Cristo é o ex-libris do NRP "Sagres".
Esta foi pela primeira vez utilizada nas velas dos navios da armada de Pedro Álvares Cabral, embora a sua origem seja bem mais remota. A cruz vermelha de hastes simétricas, vazada ao centro,
era o símbolo da Ordem Militar de Cristo, fundada por D. Dinis em 1317, na sequência da extinção da Ordem dos Templários.





 











O Infante D. Henrique, figura de proa do NRP "Sagres", foi o terceiro filho do rei D. João I e nasceu no Porto a 4 de Março de 1394, tendo-se constituído, ao longo da sua vida, como o grande impulsionador da Expansão e dos Descobrimentos Portugueses.







Moeda de 20 Escudos 1960  









 Com uma postura pragmática e calculista, criou as bases para a expansão marítima que iniciou e que pôde, após a sua morte, ser continuada.

Os resultados dessas navegações foram extraordinários
para Portugal e para o mundo.



Moeda comemorativa dos 500 anos da morte do Infante D. Henrique




















A  sua divisa, "talant de bien faire" é, nos nossos dias, o lema que sublinha o brasão de armas da Escola Naval, instituição centenária, onde ainda hoje o espírito e os princípios do infante se mantêm como referência na formação técnica e humana dos futuros oficiais da Marinha Portuguesa


.



Vejam aqui este vídeo da Marinha Portuguesa com imagens belíssimas da Sagres





Características gerais:

Tipo de navio: Veleiro, navio-escola

Deslocamento: 1 940 t

Comprimento 89 m

Boca: 12 m

Calado: 6,2 m

Propulsão: Velas e dois motores MTU 12V 183 TE92 com um veio (eixo)

Velocidade: 10,5 kn (19,5 km/h)

Autonomia: 5 450 m.n. (10 100 km) a 7,5 kn (13,9 km/h)

Tripulação: 9 oficiais, 16 sargentos, 114 praças e 63 cadetes




Este artigo é uma compilação e adaptação de textos com as seguintes origens


Marinha Portuguesa
http://www.marinha.pt/pt-pt/meios-operacoes/armada/navios/veleiros/Paginas/NRP-Sagres.aspx
http://praiaemdirecto.com:8080/praia2014/main.html
http://www.vortexmag.net/o-navio-mais-bonito-do-mundo-e-portugues/
http://www.av.it.pt/aveirocidade/pt/barcos/barcos17.16.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/NRP_Sagres_III
http://sagres.marinha.pt/PT/onavio/Paginas/Hist%C3%B3ria.aspx
http://www.executedtoday.com/2008/05/26/1923-albert-leo-schlageter-nazi-martyr/




















Entre as mais de 90 histórias aqui já anteriormente publicadas,

sugiro-lhe que leia hoje esta:

 

A Ponte Aérea de 1975



Passaram 41 anos mas é como se tivesse sido ontem.
Pelo menos para quem sofreu e muitas vezes lutou arduamente para sobreviver e proteger a família.





“Durante a ponte aérea, não havia programação de voos os aviões chegavam, abasteciam-se e partiam, foram períodos de uma tensão a raiar os limites de ser suportada”.

 Gonçalves Ribeiro, Alto-Comissário para os Refugiados.

 Para ler agora nesta ligação





A TVI passou nos dias 6 e 7 de Novembro uma reportagem, «O lugar onde eu fiquei», da Jornalista Catarina Canelas onde se conta como foi o êxodo de centenas de milhares de portugueses.

Para que não esqueça.








Veja aqui a 1ª parte do Documentário
e aqui a 2ª parte do Documentário





Na 21ª Hora, programa transmitido logo a seguir ao segundo Documentário, foram entrevistados pela Pivot Judite de Sousa os Jornalistas Fernando Dacosta, Diamantino Pereira Monteiro e o autor deste Blogue.











 
Podem ver toda a entrevista aqui.






















No final do programa o Jornalista Fernando Dacosta teve a amabilidade de me oferecer, autografado, o seu livro "Os Retornados mudaram Portugal".
























No dia 20 de Abril de 2017 a Jornalista Catarina Canelas



lançou o  seu livro

"A Hora da Partida"


no Auditório da FNAC Colombo.


















O livro reflecte a temática desta sua reportagem


"O lugar onde eu fiquei"











Apresentaram o livro Sérgio Figueiredo, José Alberto Carvalho, Judite de Sousa e a Editora Verso de Kapa




















A Catarina autografando o exemplar que teve a amabilidade de nos oferecer



































Não deixe de ver também aqui esta

 

de fotografias




Uma foto de Paulo Mata   









O  nosso F 16
em imagens belíssimas



Algumas imagens foram "trabalhadas" por mim 
com recurso ao Photoshop.

 

No final da Exposição tem um link para voltar a este mesmo sítio. Assim não se vai perder...






E também:

"Os Hangares do Six"


















Onde ele guarda as suas magníficas obras. São aviões com alma. A arte de contar primorosamente a história efabulada de magníficos aviões.




Hangar I – Preâmbulo e Primórdios da Aviação 
Hangar II – Os Aviões da I Grande Guerra e não só
Hangar 6 – O Hangar dos aviões da TAP  


Muito brevemente veremos todos os outros Hangares do Six


No Capítulo «  Linha Aérea e outros voos »












« O meu inimigo vestido de branco »



Uma história difícil de contar...

Não é ficção. Foi mesmo assim.




Um T6 do SIX em pleno voo   





Como nos filmes, as balas levantavam tracinhos de poeira
á distancia que eu queria do homem.

 Sem o atingir.

Por agora...







Era um homem alto, esguio, asseadamente vestido.
De calças compridas e camisa dentro das calças.

Cinto, sapatos e tudo.

Uma elegância!

 Todo vestido de branco!



Para ler aqui nesta ligação

_____________________________________






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> Última  actualização :   
     
   23 de Junho de 2017
    
 












Aqueles que tive e tenho o direito a usar.
- Militares e civis:







Logótipo do Aero Clube da Zambézia - Quelimane, onde fui largado (voei sozinho) em Piper Cub com 16 anos, o mais novo em Moçambique  -  1957








Logótipo do meu curso da Força Aérea, os Ícaros, do P1/62. Mas ficámos conhecidos por VCCs...



















Brevet do Exército del Aire - Aprendi a voar o  Harvard T 6 na Base Aérea de Matacán, uma excelente Escola - Salamanca/Espanha - 1962/1963










Brevet da Força Aérea Portuguesa - Nº 953 de 1 Maio de 1964 (Curso P1/62 - Maio de 1962) -Passei à Disponibilidade em 1969 mas nunca saí realmente da Força Aérea...












Esquadra de Instrução Complementar de Pilotos de Aviões de Caça - Em T 33 - Base Aérea Nº 2 - Ota 1964 e em 1965. Outra excelente Escola.



















Esquadra 51 onde voei o mítico F 86F - Base Aérea Nº 5 - Monte Real -1964/1966.

Sou  um  Falcão!















Aero Clube de Portugal - Anos 70 em Planadores








Brevet de Piloto Comercial de Aeroplanos - Nampula Moçambique, em 1968

Brevet de Piloto de Linha Aérea - 1971/1995











Entrei na TAP em 1969, deixei de voar em 1995.
Mas na verdade... Nunca de lá saí...












Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil, sou Sócio fundador







Paquistan International Airlines - onde voei o Boeing B 747, em 2 aviões vendidos pela TAP em 1976







Onde dava gosto voar, em Boeing B 727 e B 737. 1987/1991











1990, a partir de Bruxelas - Aeroporto de Zaventem - em Boeing B 737









Aerolineas Argentinas - 1994 em Airbus A 310 para introdução do avião na Companhia, voos directos Buenos Aires-Nova Yorque.







Como homenagem àqueles que deram a vida pela Pátria.








  « « «   96  Histórias em 9 Capítulos temáticos   » » »  

 

 

 






A história do T-33





1ª Parte - a génese do avião





 




 

 

2ª Parte:

 

 

 

 

 

 

 






« História da Photographia »







A fotografia, a magia da reprodução perene de uma imagem numa superfície

> No Capítulo:

" Pedaços de Vida "






«A Câmara Obscura de Abelardo Morell»















As fotografias de Abelardo Morell feitas com o auxílio da técnica da camara obscura

> No Capítulo:

" Pedaços de Vida "











São fotos absolutamente...  imperdíveis!




                      > no Capítulo: "Álbuns de Fotografias"






«A Odisseia do Alfa Pendular »










Uma viagem alucinante num comboio que toma para si o destino de quem devia servir



          > no Capítulo: "Pedaços de Vida"







 
Com atenção e alguma sensibilidade conseguimos unir o tempo de agora
ao tempo em que iremos olhar pra trás e saber que foi bom ter existido
em certos lugares

                      > no Capítulo: "Pedaços de Vida"






«No dia em que corrigi a Boeing» 

Falha de Hidráulicos em Ponta Delgada - B 727


Quando certas coisas acontecem à pessoa certa
no momento certo, só pode ser interferência Superior.

Acho eu... E eu estava preparado


> no Capítulo: " Linha Aérea "   









História do B 747

 

"Ridiculously easy to fly ... It is a pilot's dream!

Really a nice airplane to fly"


> no Capítulo: "Linha Aérea" 












Uma missão que começou mal mas que graças a uma tripulação fantástica,
acabou em beleza



 > no Capítulo: "Linha Aérea" 






Eu e o Boeing B 727 - na TAP



 







O avião que foi a minha Escola de Comando de Linha Aérea mas também uma Sala de Aulas como Instrutor que fui, em Simulador e...


> no Capítulo: "Linha Aérea    " 

                

 

 

 

 

 

 

Vivenda Victória   


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Vivenda Victoria é um palacete em ruinas que nos últimos anos foi morrendo para grande desgosto de muitos que diariamente a vêem já que fica na...

 

 

 

 

> no Capítulo: "Álbuns de Fotografias"





 

 

 

 


 






Em 1956, após o grande sucesso comercial com o B 707, o grande senhor do início da era do jacto, a Boeing decide conceber um novo avião que pudesse operar em pistas de menores dimensões, explorando o mercado de curto e médio curso.


> no Capítulo: "Aviões que voei"













Os primeiros 10 AT-6 chegaram a Portugal em 1947.
Destinavam-se à instrução de pilotos da AM, Aeronáutica Militar, um organismo do Exército.
Tiveram como origem o  “US Surplus”  o departamento do Estado Americano que geria a cedência de aviões excedentários aos Aliados após a 2ª Grande Guerra.
Recebemos outros 10 em 1948, 4 em 1949 e 4 em 1950.

 > no Capítulo: "Aviões que voei"












O nosso envergonhado Túmulo do Soldado desconhecido




Para homenagear aqueles que em combate deram as suas vidas e que anonimamente repousam para sempre, sendo um exemplo de sacrifício para que outros possam viver em paz e segurança, foram criados espaços mais ou menos elaborados, com maior ou menor ênfase no cerimonial, com maior ou menor empenho na atitude de respeitar quem se homenageia. 


 > no Capítulo: "Guerra do Ultramar e não só"








Bacalhau com Dóris


Aqui se conta como foi..."A pesca do bacalhau na Terra Nova e Gronelândia" ( Com dóris ).
Fala-se também no minucioso relato que fez disto tudo o Comandante Alan Villiers no seu empolgante livro:


"The Quest of Schooner Argus"



> no Capítulo: "Outras Navegações"




_________________________________________________________

 




  ...para ler neste blogue

 

 


 

«Além disso, o que a tudo em fim me obriga

É não poder mentir no que disser. 

            

Porque de feitos tais, por mais que diga,    

Mais me há-de ficar inda por dizer»


                                     Camões, Os Lusíadas, Canto III, Estância 5

 

 

 

 

 ------------   Boa leitura!   ------------

 

 

 
Foto obtida no Facebook - Desconheço o autor, as minhas desculpas

     





Desculpem mas…
 
•    Este blogue está escrito em grande desacordo com o novo "acordo" ortográfico.
•    E por vezes em algum desacordo com o Antigo Acordo, também.
•    Pois... Acontece.


      _______________________________________________________________________________________










    Um belo Junkers JU-52 numa aguarela do meu Amigo SIX. 






Podem não acreditar mas eu voei este JU-52, o 6311,  na Base Aérea Nº5 em Monte Real entre os dias 24 de Julho e 17 de Novembro de 1964  enquanto voava simultaneamente o F-86... na foto aqui ao lado.







Um JU-52 que ainda hoje voa, o da Lufthansa:












  


   Mantovani, Ramalho Eanes, Malaquias e Aidos

A história sobre o
 Um a história de vários heroísmos, que marcaram a minha geração, no Capítulo "Na Guera do Ultramar 1967/1969", foi publicada em 10 páginas no número 52 da:

Revista da Associação
da Força Aérea






Um dos Heróis que resgatou o Tenente Malaquias, o Carlox Félix, o Felinhos de Paranhos,

morreu no dia 17 de Novembro 2014 às 9 horas da manhã.

 

Combatia as insónias com o relaxe da pesca...


Sabia que ia morrer e recusou outros cuidados que tentámos proporcionar-lhe.


Descansa em paz que bem mereces...


 

 

Num email que me mandou e que transcrevo por completo na história do Resgate do Tenente Malaquias, havia uma mensagem para o Lobo, Piloto do Helicóptero que efectuou a missão.   Às tantas disse:

 


« …lembras-te?


Com tantos tiros dos aviões a darem-nos cobertura, tu aos zigzagues com medo que atrás das medas de capim estivesse alguma anti-aérea e eu aos saltos para entrar no Héli.


Parecia O VIETNAM.


Com pouco mais de 20 anos tínhamos que estar preparados para a Guerra, a geração de hoje com 20 e muitos ainda estão com RSI! »

 


 

 

  E muito a propósito,

um vídeo para meditar:
- Como a memória é preservada em alguns lugares...


Um momento de verdade


video
 Para ver em écran grande

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Outras duas histórias deste blogue foram também publicadas nos últimos números da

Revista da Associação da Força Aérea


A saber:

« Alferes Rica »



no Capítulo "A Minha Força Aérea"

 É uma Homenagem a um jovem Camarada prematuramente perdido

Foi em sua memória que a escrevi



E também:


« De T-33 pela Europa fora até à Bélgica e volta »

Quisemos dar dois nós aos Yankies. Demos um...


no Capítulo "A Minha Força Aérea"




O grupo COFINA, por sua vez

 

embora não fazendo nenhuma referência a este Blogue,

 

publicou no Correio da Manhã e na revista Sábado, num projecto editorial de "Autores e Verso da História" um conjunto de 8 livros sob o lema "Descolonização".

No volume, dedicado à Ponte Aérea, incluíram parte da minha história:


« A Ponte Aérea de 1975 »


Sobre os dramáticos dias do início da descolonização portuguesa 



no Capítulo "Linha Aérea e outros voos" 







  Opera de Sidney




 





NOTAS:

 

Resolução de écran:


Por vezes as resoluções de écran dos vossos monitores poderão não coincidir com as minhas e as imagens não aparecerem correctamente.

Tentem aumentar ou diminuir o tamanho da "página" que estão a ver usando as seguintes combinações de teclas:

> Ctrl  +
            ou...
> Ctrl  -


Imagens deste blogue:


Todas as imagens/fotografias aqui publicadas fazem referência ao seu Autor, quando consigo identificá-lo.
Mas são quase todas publicadas com um toque meu de Photoshop...





Logótipo 


O Logótipo deste Blogue, símbolo que eu criei, representa a miscigenação de culturas que enforma a nossa matriz:

Cristã a Cruz de Cisto (Cruz dos Templários, das velas das Caravelas e da Força Aérea Portuguesa).

Judaica a estrela de David (a presença dos Judeus na Península dá-se a partir do Século VI. Exerceram enorme influência em Portugal e Espanha de onde são expulsos sucessivas vezes).

Árabe o Crescente da Lua Nova (Conquistadores da Península Ibérica no Século VIII e construtores de alguns Castelos que nos deixaram, além de uma Cultura ímpar).




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