quarta-feira, 19 de junho de 2013

Aviões que voei > F-86F - 2ª Parte

 

 

 

 

Esta segunda parte da história do F-86, tem o seguinte sumário:

 

  • O F-86F na Força Aérea Portuguesa
  • Uso do F-86 em combate
  • Guerra da Coreia
  • A crise do Estreito da Formosa de 1958
  • Envolvimento em África / Guiné Portuguesa
  • As Guerras Indo-Paquistanesas de 1965 e 1971
  • Construtores
  • Os F-86 excedentários
  • Alguns notáveis pilotos de F-86
  • Cronologia
  • Links mais utilizados


     O F-86F na Força Aérea Portuguesa







Em 1955 começaram as negociações para a renovação do acordo de cedência da Base das Lajes aos Estados Unidos. Pediram-se mais F-84G a juntar aos que operavam na Base Aérea Nº2, na Ota.

Além desses aviões foi ainda proposto o fornecimento de F-86E.











Em Novembro de 1957 o acordo foi assinado, tendo a Esquadra 50, “Falcões” sido criada em 4 de Fevereiro de 1958 sob o comando do Capitão Piloto Aviador Gualdino Moura Pinto, interinamente a funcionar na Base Aérea Nº2 Ota, até à conclusão das obras da Base Aérea Nº5 em Monte Real.





Para símbolo foi escolhido o “Falcão Peregrino”.




O escudo tem uma forma singular distintiva dos Falcões.

A divisa na periferia do escudo, centrado, sobre fundo dourado, em letras maiúsculas, de negro:

« GUERRA OU PAZ TANTO NOS FAZ »


O falcão em voo picado exprime o expoente máximo da aviação de caça. Gracioso e letal.
O sol radioso alude para força e energia.
Os rastos conferem dinamismo e remetem para o incessante serviço em prol da nação.
A divisa - « GUERRA OU PAZ TANTO NOS FAZ » é, no jargão dos Falcões, a expressão da sua vontade férrea e busca contínua da perfeição, sendo alusivo ao elevado espírito de dedicação e profissionalismo com que os Falcões abordam qualquer missão.
O azul de fundo representa o ar e o espaço, simboliza a lealdade e o zelo.
O ouro da periferia do escudo significa a nobreza, a força e a sabedoria.
O escudo dos Falcões é o mesmo desde 1958 tendo apenas mudado o número da esquadra conforme os ditames organizacionais (Esquadras 51, 302 e 201).


Os primeiros F-86 começaram a chegar a partir de Agosto de 1958 provenientes dos stocks da USAF.







No entanto os 65 aviões fornecidos foram na totalidade do modelo "F" bloco 35 e não do modelo "E" como acordado originalmente. Foram depois elevados ao padrão F-86F bloco 40, com capacidade de transporte e disparo do míssil AIM-9B Sidewinder, os quais só foram adquiridos em 1962.

O Agrupamento da USAF que acompanhou o MTU (Mobile Training Unit) era chefiado por dois pilotos veteranos da Guerra da Coreia, Maj Akola e Cap Brown e mais um pequeno grupo de especialistas.
Publicado em “Pássaro de Ferro” pelo Cap. (Ref) Fernando Moutinho : Ver Eu e o F-86


A 11 de Setembro de 1958 a Esquadra passou a designar-se Esquadra 51, devido à então revisão do sistema de numeração das Unidades da Força Aérea.

 No dia 22 de Setembro de 1958, realizou-se o primeiro voo de um piloto português em F-86F, primeira aeronave que equipou a esquadra dos Falcões. A 24 de Setembro o mesmo Piloto passa pela primeira vez a barreira do som em Portugal.

Neste período, foi igualmente reactivada a patrulha acrobática “Dragões” operando, agora, os F-86F.

No dia 4 de Outubro de 1959 a Base Aérea Nº5 em Monte Real ficou operacional e até Dezembro desse mesmo ano toda a logística e todos os F-86 finalizaram a mudança, onde ficaram a operar na esquadra 51, "Falcões".



Inauguração da B.A.5


  

Em 1974, a reestruturação que ocorreu na Força Aérea levou à constituição do Grupo Operacional 51 na BA5, dando origem, em 1978, a uma renomeação dos “Falcões” para, agora, "Esquadra 201".

Os Falcões continuaram a operar o F86F até 1980, somando um total de 60.000 horas de voo, com esta plataforma em tempo de Paz e no teatro de operações Ultramarino, onde pereceram cinco Pilotos Aviadores.

Portugal foi o último país utilizador do Sabre na NATO. Nesta data, 1980, foram retirados do activo os últimos 10 Sabres Portugueses sobreviventes, após o último voo, a 30 de Junho, com a duração de uma hora e vinte e cinco minutos, no qual uma parelha de F-86F, n.ºs de cauda 5347 e 5360, sobrevoaram todas as unidades da FAP, pilotados respectivamente pelos Tenente Coronel Victor Silva e Capitão Roda.

Voei com estes dois notáveis Falcões nos meus anos na Base Aérea Nº5, em Monte Real, Leiria.


Algumas fotos dos meus tempos de Sabre:








Vários inesquecíveis Falcões de 1965:
Coronel Soares de Moura, Comandante da B.A. 5 (4º da Dta p Esq, atrás, Major Moreira, Comte Esquadra, o 6º na mesma sequência, Canto e Castro, 1º da Esq ajoelhado (foi Conselheiro da Revolução) General Nico, últ da dta, ajoelhado. Eu estou sentado no chão ao lado do Canto e Castro
















      De pé, da esq p a dta:
          Canto e Castro, eu, Costa Pereira e Egídio Lopes
      Na frente:
           Leite da Silva, sorry..., sorry..., Ary






       A fantástica linha da frente!






    Reparem na matrícula e vejam como ficou bonito o meu F-86, aqui acima...




    ...E hojeno Museu do Ar em Bruxelas,  fotos aqui abaixo.









Historicamente, os “Falcões” são uma Esquadra de referência para a Força Aérea Portuguesa e para a Nação, não só pelos meios que operam, mas também na vanguarda em termos tecnológicos, pela atitude profissional, competente e dedicada dos seus elementos.




Uso do F.86 em combate



Guerra da Coreia 

O F-86 Sabre foi intensivamente usado na Guerra da Coreia (que durou de 26 de Junho de 1950 a 27 de Julho de 1953 com a assinatura de um armistício, mas legalmente não terminou ainda…) com resultados notáveis.

O F-86A foi introduzido no conflito Coreano em Novembro de 1950 na 51st Fighter Interceptor Wing. E, segundo os Americanos, obteve um rácio de enorme sucesso:14 para 1 em combates com os MIG-15 soviéticos.




 

Os pilotos dos MIGs eram na sua maior parte muito bons pilotos veteranos Russos mas também inexperientes Chineses e Norte Coreanos, enquanto muitos dos pilotos dos Sabre eram veteranos da 2ª Grande Guerra.

















Os grandes dogfights sobre o rio Yalu, que desagua no Mar Amarelo, a Norte da Coreia, tornaram-se inevitáveis ficando essa área conhecida como a “Alameda MIG”, “MIG Alley”.









Os MIGs voavam de Bases Aéreas na Manchúria no início do conflito quase exclusivamente por pilotos soviéticos da VVS (Soviet Air Force) sob grande segredo para não envolver oficialmente a União Soviética no conflito. Nos finais de 1950, após cursos intensivos dados pelos Soviéticos os MIGs passaram a voar com pilotos do China Vermelha e Norte Coreanos, mantendo-se os Soviéticos limitados ao espaço aéreo onde não pudessem ser capturados no caso de serem abatidos.




E foi a partir de Fevereiro de 1952, quando os craques pilotos Soviéticos foram largamente substituídos pelos inexperientes e mal preparados Norte Coreanos e Chineses Vermelhos que a superior formação dos pilotos Americanos veio ao de cima no conflito.




A superioridade inicial do MIG-15 face aos antiquados e lentos aviões Americanos causou enormes baixas nos Lockheed F-80 Shooting Star e Republic F-84 Thunderjet e nos Bombardeiros B-29.
Grandes formações de MIG-15 esperavam a grande altitude pelos aviões Americanos, do lado chinês da fronteira, na MIG Alley e então atacavam em vertiginosos voos picados.



 







 


 Lockheed F-80 Shooting Star

que está ligado à
génese do T-33.






F-84




B-29


A superioridade do MIG-15 nos finais de 1950 é completa e assim no dia 1 de Novembro de 1950 8 MIGs enfrentam cerca de 15 F-51D Mustangs e 10 F-80 Shooting Stars da USAF e o Tenente Semyon Fyodorovich Khominich obtem a primeira victória em combate ar-ar entre jactos militares, abatendo o F-80C de Frank Van Sickle que morreu, embora a USAF credite esta morte a actividade anti-aérea Norte Coreana.


F-51 Mustang


Mas no dia 9 de Novembro de 1950 o MIG-15 sofre a primeira baixa quando o Lieutenant Commander William T. Amen, piloto do porta-aviões USS Philippine Sea aos comandos de um Grumman F9F Panther abate o Capitão Mikhail F. Grachev.


Grumman F9F Panther

No início apenas 15 dos 19 F-86A enviados para a Coreia de modo apressado em Novembro de 1950, tinham adquirido capacidade de combate.

Iniciaram as operações de patrulha no dia 16 de Dezembro de 1950 e no dia seguinte,17 de Dezembro de 1950, o Coronel Bruce Hinton abateu logo o primeiro MIG, a primeira vitória em combate ar-ar entre MIGs e F-86, obrigando o Major Yakov Nikanorovich Yefromeyenko a ejectar-se do seu avião em chamas.





Nos seis meses seguintes, até Junho de 1951, os F-86A da 4ª Esquadra de Caça e Intercepção (4th Fighter Interceptor Wing) abateram 40 MIG-15, danificaram 71 e provavelmente destruíram mais 6, contra apenas 7 F-86A perdidos, um dos quais resultante de acidente operacional.
Em Julho de 1950 a série E do F-86 chega à Coreia.

Largamente ultrapassados em quantidade pelo inimigo, os F-86E em serviço na Coreia, lutando também contra uma crónica falta de abastecimentos que afectavam duramente a operacionalidade e prontidão dos aviões, conseguiram mesmo assim 83 vitórias contra apenas 6 F-86E perdidos.
Em 1952 chegam ao conflito coreano o F-86 da série F, somente 3 meses depois de terem sido aceites na Força Aérea Americana. Apesar da maior potência do seu motor, tinham uma performance semelhante ao F-86E.

O F-86F, com as actualizações decorrentes do seu emprego operacional, demonstrou claramente a sua superioridade de tal modo que em Março de 1953 os F-86E foram retirados da linha da frente.
No final do conflito as baixas de MIGs somavam o impressionante número de 818 aviões abatidos, contra 58 F-86…

É de salientar que no início do conflito os MIG eram exclusivamente voados por experientes pilotos Soviéticos que mais tarde deram lugar aos pouco experientes pilotos Chineses e Norte Coreanos.
O treino dos pilotos Americanos, feito na Base Aérea de Nellis, era muito superior.
Mutos dos combates deram-se na Manchúria (violando o espaço aéreo chinês) e todas as filmagens que o mostravam eram destruídas…

De qualquer modo, algumas características do F-86 como por exemplo a cauda toda movível que permitia manobrar bem a velocidades perto da velocidade do som, permitindo recuperar de um mergulho sónico, contrariamente aos MIG que não podiam exceder com segurança Mach 0,92, davam maior vantagem ao Sabre em combate ar-ar

O F-86 na generalidade e o F-86F em particular conseguiram uma relação de 14 vitórias contra os MIG-15 por cada F-86 perdido.

Este rácio tem vindo a ser muito contestado e os pilotos soviéticos afirmam ter abatido 600 Sabres, contra os 58 que os Americanos registam…

Elogios vindos da 5ª Força Aérea Americana (fifth Air Force), afirmavam que o F-86F era sem margem para dúvidas o melhor caça-bombardeiro em operação na Coreia, constituindo-se como uma plataforma muito estável para tiro ar-ar bem como para bombardeamento de baixa altitude, tendo ainda um comportamento aerodinâmico muito bom, em altitudes acima dos 9 000 metros transportando todo o armamento utilizável.

É seguramente um dos grandes aviões da História da Aviação Militar







A crise do Estreito da Formosa de 1958


A Formosa, a partir de Dezembro de 1954 até Junho de 1956 recebeu 160 ex-F-86Fs. Em Junho de 1958 já tinha 320 F-86Fs e 7 RF-86Fs.

Sabres e MIGs voltaram a combater em Agosto de 1958 opondo Chineses Comunista e Chineses Nacionalistas.

Sabres e MIG 15 e 17 envolveram-se em numerosos dogfights.

Durante o conflito, ao abrigo de uma acção mantida em segredo (Operation Black Magic) foi introduzido um novo tipo de armamento no combate ar-ar: mísseis guiados por infravermelhos, o AIM-9 Sidewinder.

Os MIG-17 voavam a uma altitude superior aos Sabres, atacando só quando tinham uma posição favorável.

O Sidewinder acabou com essa vantagem...

No primeiro dia em que foram testados em combate, 24 de Setembro de 1958, os Sabres equipados com misseis Sidewinder abateram 10 MIGs e danificaram outros dois, sem nenhuma perda.
Num mês de combates sobre as disputadas ilhas de Quemoy e Matsu os pilotos Nacionalistas abateram pelo menos 31 MIGs mais 8 prováveis contra 2 F-84G e nenhum Sabre.


F-84



Envolvimento em África / Guiné Portuguesa

Ver o tópico O F-86 na Força Aérea Portuguesa / Envolvimento em África


A 9 de Julho de 1961 oito F-86F, com os n.ºs de cauda 5307, 5314, 5322, 5326, 5354, 5356, 5361, 5362, iniciaram uma viagem de 3.800km, o equivalente a seis horas e dez minutos de voo, um recorde para Força Aérea Portuguesa ao tempo, que os levou até Bissalanca, um aeródromo junto a Bissau na Guiné Portuguesa, actual Guiné-Bissau, constituindo o destacamento 52.

A missão que ficou conhecida pelo nome de código Atlas, foi comandada pelo Major Ramiro de Almeida Santos, num voo com escalas na BA6 no Montijo, Gando (Ilhas Canárias) e Ilha do Sal (Cabo Verde).


Aeroporto da Ilha do Sal


Era suposto ficarem no terreno apenas oito dias, fazendo uma demonstração de força, no sentido de evitar acontecimentos semelhantes aos verificados meses antes na então Província de Angola e nos quais foram chacinados várias centenas de colonos e nativos.

Inicialmente, a deslocação destes aparelhos visava constituir forma de dissuasão, perante a ameaça que constituía a presença de Mig-15 e Mig-17 em países vizinhos como a Tanzânia e a Guiné-Conakry contra a Guiné Portuguesa.

No entanto com o agravar da situação em Angola e com o início das movimentações dos guerrilheiros do PAIGC, os F-86 foram ficando, mas apenas entraram em operações de combate no verão de 1963, quando a parte Sul da colónia teve que ser evacuada, devido a intensa actividade da guerrilha.

Entre Agosto de 1963 e Outubro de 1964, os F-86 voaram 577 missões a maioria das quais de ataque ao solo ou apoio aéreo próximo. Dos oito aviões destacados, sete foram atingidos por fogo inimigo, mas sempre conseguiram regressar.


Frente ao Hangar de Bissalanca estão Fiat G-91


Dois foram destruídos, o 5314 a 17 de Agosto de 1962 numa aterragem de emergência em que o avião ultrapassou o fim da pista, ainda com as bombas sob as asas e o 5322 a 31 de Maio de 1963 abatido por fogo antiaéreo inimigo. Em ambos os casos os pilotos foram recuperados de imediato com vida. Um terceiro seria muito danificado por fogo antiaéreo.

Este destacamento ocorreu entre 1961 e 1963 e terminou face a fortes pressões políticas exercidas pela Administração Norte-Americana e de alguns países da NATO para que os aviões regressassem a Monte Real.

Inviabilizaram assim a continuação da operação e ditaram o regresso dos Sabres a Portugal, já que os mesmos tinham sido fornecidos no âmbito da NATO e destinavam-se à protecção do seu flanco Sul.
A última missão operacional, aconteceu a 20 de Outubro de 1964 e foi protagonizada pelo Major Barbeitos de Sousa, após a qual o destacamento 52 foi dissolvido, passando as suas missões a serem asseguradas pelos Fiat G.91/R4 e o North-American T-6 Havard.


Guerra Indo-Paquistanesa de 1965 

Tratou-se do segundo conflito entre a Índia e do Paquistão pela disputada região da Caxemira, tendo o primeiro ocorrido em 1947.

O Paquistão recebeu 120 F-86F a partir de 1954 os quais no início do conflito com a duração de 22 dias, estavam com a operacionalidade bastante reduzida, por falta de peças de substituição, com origem no embargo Norte-Americano. Mesmo assim e já não sendo um caça de primeira linha, numa época em que a regra era a existência de caças da classe mach 2, teve um comportamento meritório tanto no combate ar-ar como no ataque ao solo obtendo mais vitórias do que perdas.




Guerra Indo-Paquistanesa de 1971

A guerra esteve estreitamente associada com a Guerra de Independência de Bangladesh
Os F-86F Paquistaneses voltaram a ser utilizados, acompanhados por Sabres Mk.6 de fabrico Canadiano (ex Luftwaffe obtidos de modo não oficial via Irão) exercendo o maior esforço contra antagonistas como o MiG-21 e o Sukhoi Su-7 da Força Aérea Indiana.

No final dos anos 70 do Séc. XX foi meu passageiro num voo B 727 de Lisboa para Frankfurt, um dos mais condecorados oficiais pilotos paquistaneses participante neste conflito como piloto de F-86. Era na altura adido militar da Embaixada do Paquistão em Lisboa.


Construtores 


A juntar aos Sabres produzidos nos Estados Unidos, a Canadair Ltd. em Montreal construíu 60 F-86Es para a US Air Force, mais pelo menos 1.750 Sabre Mk 2/3/4/5/6s para a  Royal Canadian Air Force e The Royal Air Force. Os mais recentes Sabres tinham motores Canadianos Orenda.

A Australia's Commonwealth Aircraft Corporation também os construíu, modificando-os para aceitar dois canhões de 30mm e motores Rolls-Royce Avon 26.

A Fiat italiana montou pelo menos 220 F-86K de Kits fornecidos pela North American.

Uma associação entre a North American e a Japonesa Mitsubishi fabricaram ao todo 480


Os F-86 excedentários


O F-86F, assim como o F-86E, deixaram de equipar a Força Aérea Americana depois do conflito na Coreia. No início de 1955 o Air Defense Command não tinha nenhum F-86F. No fim desse ano os últimos 53 F-86F da TAC foram substituídos por F-86Hs.

A exportação dos excedentários F-86F para as Nações aliadas dos Estados Unidos começou em 1954.

Em 4 anos o avião tornou-se no mais usado caça a jacto do Mundo Livre. O TAC usou alguns F-86F para treino de pilotos estrangeiros durante os anos 60 do Séc XX.

Uma das primeiras nações a receber F-86F foi a China Nacionalista, com mais de 325 aviões.
A Força Aérea Espanhola recebeu cerca de 250.
A Republica da Coreia 122
O Pakistão recebeu 120
A Noruega 90
Portugal 50
A Tailandia e as Filipinas, 40 cada
A Argentina 28
A Venezuela 22
O Peru 10

Por volta dos anos 80 do Séc. XX, oito nações desenvolvidas ainda incluíam caças F-86 nos seus arsenais.

O último Sabre foi fabricado no Japão em 1961.


Alguns notáveis pilotos de F-86




M. M. Alam














O Comandante de Esquadrão (mais tarde Air Commodore) M. M. Alam, da Pakistan Air Force, tornou-se um “Ás” ao abater 5 caças da Indian Air Force no espaço de 1 minuto na Guerra Indo-Paquistanesa de 1965. 
Foi condecorado com a “Sitara-e-Jurat” a “Estrela da Coragem”.







 














Coronel Edwin "Buzz" Aldrin, piloto de testes da USAF e Astronauta da Apollo 11.































Major John Glenn, piloto da U.S. Marine Corps e da USAF. Primeiro Astronauta Americano a orbitar a Terra. Foi mais tarde Senador pelo Ohio.









Virgil "Gus" Grissom

















Lieutenant Colonel Virgil "Gus" Grissom, astronauta dos programas Mercury, Gemini e Apollo. Morreu num fogo a bordo da nave Apollo.








Flying Officer Waleed Ehsanul Karim, Pakistan Air Force, o mais novo piloto a voar um Sabre, com 18 anos!





Cronologia


Datas importantes, em modo não exaustivo, no desenvolvimento do F-86 Sabre

22 de Novembro de 1944

    A North American inicia os estudos de um caça a jacto com asa recta, convencional, para a Força Aérea do Exército dos Estados Unidos da América.

18 de Maio de 1945

    Autorização para a construção de três protótipos NA-140/XP-86A

20 de Junho de 1945

    Aprovada a maqueta do XP-86A
  
1 de Novembro de 1945

    Aprovada a proposta do fabricante para mudar a asa em ângulo recto para asa em flecha.

1946
    Ano da concepção do Mig-15.

8 de Agosto de 1947

    Sai da fábrica o primeiro protótipo XP-86A, 45-59597

1 de Outubro de 1947

    Primeiro voo do protótipo XP-86A 45-59597.

30 de Dezembro de 1947
        Primeiro voo do protótipo do MIG-15.

20 de Maio de 1948

    Primeiro voo do F-86A de produção final.

23 de Setembro de 1950

    Primeiro voo do F-86E.

1 de Dezembro de 1950

    Primeiros F-86A enviados para a Coreia

Dezembro de 1950

    São aceites pela USAF os dois últimos F-86A construídos.   

17 de Dezembro de 1950

    Abatido o primeiro MIG-15 por um F-86.

Julho de 1951

    Envio do primeiro F-86E para a Coreia

19 de Março de 1952

    Primeiro voo do F-86F

9 de Maio de 1953

    Primeiro voo do F-86H

27 de Julho de 1953

    Términus da Guerra da Coreia

Agosto de 1958

    Chegam os primeiros F-86F bloco 35 a Portugal

22 de Setembro de 1958

    1º voo de um F-86 em Portugal por um piloto português

24 de Setembro de 1958

    Batida a Barreira do som pela 1ª vez por um piloto português

1 de Outubro de 1961

    Três esquadrões de F-86H dos Estados Unidos são reactivados e enviados para a Europa, durante o Bloqueio de Berlim.

30 de Setembro de 1970

    Retirado do activo o último Sabre nos Estados Unidos, um F-86H Air National Guard do Estado de Nova Iorque

31 de Julho de 1980

    Portugal foi o último país utilizador do Sabre na NATO. Nesta data foram retirados do activo os últimos 10 Sabres Portugueses sobreviventes.

Junho de 1994

    Retirado o último F-86F no activo em todo o mundo, pertencente à Força Aérea da Bolívia.















Links mais utilizados:


http://en.wikipedia.org/wiki/F-86_Sabre
http://en.wikipedia.org/wiki/Mikhail_Gurevich_%28aircraft_designer%29
http://en.wikipedia.org/wiki/North_American_FJ-1_Fury
http://f-86.tripod.com/barrier.html
http://f-86.tripod.com/index.html
http://guerreirosdapaz.fotosblogue.com/91411/O-F-86-Sabre-Aeronave-utilizada-pela-Forca-Aerea-portuguesa-na-guerra-do-Ultramar/
http://it.wikipedia.org/wiki/North_American_FJ_Fury
http://pt.wikipedia.org/wiki/AIM-9_Sidewinder
http://pt.wikipedia.org/wiki/Artem_Mikoyan
http://pt.wikipedia.org/wiki/F-86_Sabre
http://pt.wikipedia.org/wiki/F-86_Sabre#Envolvimento_em_.C3.81frica
http://pt.wikipedia.org/wiki/F-86_Sabre#Especifica.C3.A7.C3.B5es
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_da_Coreia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Me-262
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mikoyan-Gurevich
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mikoyan-Gurevich_MiG-15
http://sabre-pilots.org/
http://upmagazine-tap.com/pt_artigos/um-novo-museu-do-ar/
http://walkarounds.home.sapo.pt/
http://walkarounds.home.sapo.pt/walkarounds.htm
http://www.aereo.jor.br/2012/10/19/chuck-yeager-voa-supersonico-mais-uma-vez-65-anos-depois-agora-num-f-15d/
http://www.aviation-history.com/north-american/f86.html
http://www.boeing.com/boeing/history/bna/f86.page
http://www.emfa.pt/www/esquadra-47
http://www.emfa.pt/www/po/musar/
http://www.emfa.pt/www/unidade-18-base-aerea-n-5
http://www.globalsecurity.org/military/systems/aircraft/f-86.htm
http://www.joebaugher.com/usaf_serials/
http://www.nationalmuseum.af.mil/factsheets/factsheet.asp?id=2297
http://www.passarodeferro.com/2010/12/f-86-os-dias-do-sabre-m450-50al2010.html
http://www.pbs.org/wgbh/nova/military/mig-v-sabre.html
http://www.spaads.org/
http://www.warbirdalley.com/f86.htm




(Actualizada em 19 de Setembro 2015)






 








5 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Muitos parabéns Gabriel
    Muito bem conseguido
    Grand abraço Filipe Villard Cortez

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  3. Boa tarde
    Pode me confirmar se a FAP esteve equipada com o F 86 bloco 30?
    Muito agradecido.

    Paulo Monteiro

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  4. Parece-me ter lido, algures, que esteve em Vila Cabral em 1968. Verdade?

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