Mostrar mensagens com a etiqueta F-80. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta F-80. Mostrar todas as mensagens

Aviões que voei - T 33




O T-33 é um avião Americano a jacto de treino produzido pela Lockheed. É uma versão de dois lugares do primeiro caça a jacto da USAF, o F-80 Shooting Star.

O T-33 foi desenvolvido a partir do P-80 / F-80 começando como TP-80C / TF-80C em desenvolvimento, então designado T-33A. Foi usado pela Marinha dos EUA inicialmente como TO-2, em seguida, TV-2, e depois de 1962, T-33B.












Voltando ao P 80 Shooting Star, poucos aviões na história da aeronáutica foram tão bem sucedidos como ele. Foi o primeiro caça a jacto americano pronto para o combate. Entrou em serviço em 1945. E ganhou logo o 1º combate ar-ar entre aviões de reacção da história, contra um Mig 15 na Guerra da Coreia. Permaneceu em produção durante 15 anos.













O primeiro protótipo do P80, "Lulu Belle", voou no dia 8 de Janeiro de 1944. Entrou ao serviço em 1945. Um total de mais de 1700 aeronaves foi construído. Este avião apareceu no final da Segunda Guerra Mundial, tarde demais para lutar, mas suportou o peso do início das hostilidades na Coreia alguns anos mais tarde.




O avião teve sua origem em Junho de 1943, quando foi pedido à Lockheed para projectar um caça semelhante ao Halford H.1b construído pela De Havilland na Inglaterra, em resposta ao Messerschmitt Me 262 Alemão. O XP-80 foi projectado e construído no período incrível de apenas 143 dias, 37 dias menos do que o cronograma original. Um feito inédito, considerando que este não era um mero avião de pesquisa, mas um protótipo de produção completo com armamento. Foi construído em instalações temporárias em completo sigilo, naquilo que constituiu o início da famosa Divisão "Skunk Works" da Lockheed.


Apesar de trabalhar dentro do quadro global da Lockheed, a equipe Skunk Works trabalhava por conta própria, praticamente autónoma e independente, sob a liderança de Kelly Johnson.

A equipa trabalhava 10 horas por dia, seis dias por semana. Tinha o seu próprio departamento de compras para o abastecimento, um depósito separado, manteve os seus próprios registos e, quando não podiam adquirir o material ou as ferramentas necessárias, compravam tudo numa loja local de ferramentas.

Kelly Johnson tinha estabelecido que todos aqueles que trabalhassem no protótipo, fossem engenheiros ou simples operários, tinham de estar literalmente à vista do avião em todos os momentos. Sob este regime apertado, com Don Palmer como engenheiro de projectos, o trabalho efectivo começou no dia 23 de Junho de 1943.

O ambiente físico onde trabalhavam, que mais tarde ficou conhecido como Skunk Works, era pouco mais que uma construção precária, temporária, construída com madeira recuperada de caixas de transporte e coberto por um tecto de lona. Apertado, mal iluminado, sem ventilação adequada, nem sequer teve janelas até à segunda semana do projecto...

Cinco semanas após o início oficial da obra, o local foi finalmente equipado com ar refrigerado e não ar condicionado, que baixou os mais de 38ºC de temperatura do verão sufocante de San Fernando Valley, na Califórnia, para uns suportáveis 30! A derivação do nome veio da natureza altamente secreta do trabalho que exigiu que a equipe de Johnson estivesse isolada, separada e mantida num pequeno reduto, como se fosse uma doninha fedorenta na toca….
















A equipa era constituída por 28 engenheiros, liderados pelo legendário Clarence L. “Kelly” Johnson o génio que concebeu o U-2 e o SR-71, ambos aqui na imagem.



O impulso para o desenvolvimento do P-80 foi a descoberta pela inteligência aliada do Me 262 alemão na Primavera de 1943, que tinha feito apenas voos de teste com o seu próprio primeiro quarteto de protótipos V1 a V4, todos equipados com trem de aterragem retráctil mas com roda de cauda.

















Depois de receber documentos e projectos que compreendem anos de pesquisa de aviões a jacto britânicos, o general comandante das Forças Aéreas do Exército, Henry H. Arnold, acreditava que uma fuselagem poderia ser desenvolvida para aceitar o motor a jacto britânico e então a divisão de desenvolvimento e pesquisa Materiel Command's Wright Field encomenda à Lockheed o projecto do avião.







Com os alemães e britânicos claramente muito à frente no desenvolvimento, a Lockheed foi pressionada para desenvolver um jacto comparável num tempo tão curto quanto possível.














Kelly Johnson apresentou uma proposta de projecto em meados de Junho de 1943 e prometeu que o protótipo estaria pronto para testes em 180 dias. A equipe de Skunk Works, começando a 26 de Junho, produziu a fuselagem em 143 dias, entregando-a no Muroc Army Airfield, em 16 de Novembro desse mesmo ano.



  Foto do Lulu Belle com as assinaturas de todos os engenheiros e projectistas envolvidos.
  A assinatura de Clarence L. “Kelly” Johnson é a de baixo ao centro












O primeiro protótipo (44-83020) baptizado Lulu-Belle, também conhecido por “the Green Hornet” por causa da pintura que tinha, fez o 1º voo foi em 8 de Janeiro de 1944, tendo aos comandos o piloto-chefe de testes da Lockheed Milo Burcham.























Milo Garrett Burcham nasceu a 24 de Maio de 1903.







Nesse dia 8 de Janeiro de 1944, Milo Burcham prestes a subir para a cabine do XP-80, primeiro jacto da Lockheed, virou-se para Kelly Johnson para obter instruções. "Descubra se é uma senhora ou uma bruxa", disse-lhe Johnson.


O voo durou seis minutos o suficiente para se aperceber das notáveis capacidades de manobra que oferecia. O avião tinha ailerons extremamente sensíveis e conseguia rolar 300 graus num segundo! A Lockheed sabia desde cedo que tinha produzido um campeão. No segundo voo do dia, Burcham alcançou velocidades de 500 MPH e fez várias passagens baixas com espectaculares subidas em volta apertada em frente dos 140 homens que o haviam construído. Era rápido, extremamente estável, com excelente visibilidade a partir do cockpit, mas tinha alguns problemas a solucionar…


Era mesmo uma senhora, apropriadamente apelidada de Lulu-Belle...

















Clarence Johnson felicita Milo Burcham após o bem sucedido primeiro voo do XP-80 Shooting Star




Milo Burcham viria a falecer meses depois, no dia 20 de Outubro de 1944 num acidente provocado por um flame out (falha de motor) à descolagem num voo de teste do protótipo YP-80 da pista da Lockheed em Burbank, Califórnia.

Seis meses depois o piloto de testes, Tony LeVier foi forçado a lançar-se de para-quedas durante o voo de teste de 20 de março de 1945 e sobreviveu, mas sofreu graves lesões nas costas.

A certificação do P-80 foi difícil, causando vários acidentes e a morte a muitos pilotos da Lockeed.

O Major Richard Bong, o piloto de caça dos Estados Unidos com mais aviões abatidos na Segunda Guerra Mundial e com 40 vitórias, a mais alta pontuação Americana, o maior Ás de todos os tempos, foi também vítima de um acidente por flame-out a cerca de cinco milhas de Burbank, onde Milo Burcham já tinham caído.

Mais seis acidentes fatais relacionados com problemas de motor assolaram a certificação do avião, destruindo ao todo 15 aviões. No entanto, o programa continuou a ser aperfeiçoado e em 19 de Junho de 1947, o XP-80R estabeleceu um novo recorde mundial de velocidade, 629 MPH.
 

               Um total de 1.715 aviões P 80 foi construído.











O XP-80 era uma aeronave de concepção convencional totalmente metálica de asa baixa perpendicular à fuselagem, pré transónico e tinha um trem de aterragem triciclo (com roda de nariz e não na cauda). O cockpit não era pressurizado e tinha uma canopy que deslizava para trás. A capacidade interna de combustível era de 200 a 285 galões (757 a 1079 litros) em dois tanques laterais e um tanque anti-fuga na fuselagem. O armamento consistia em seis metralhadoras no nariz de calibre .50 com 200 rpg.





O XP-80 tinha um reactor turbo Halford H.1B de 2.460 lb (1,116 kg) de impulso. No XP-80A o motor foi alterado para o reactor General Electric I-40 turbojet de 4.000 lb (1.814 kg) de impulso. Os P-80 de produção já tinham reactores General Electric J-33-GE-11 ou Allison J-33-A-9s com 3.850 libras (1.746 kg) de impulso. O J-33 foi a versão de produção do GE I-40.



  
Dimensions:   
Wing span:    11.83 m
Length:    10.51 m
Height:    3.45 m


Weights:   
Empty:    3,593 kg
Gross:    5,307 kg
Max. Take-Off:    6,350 kg


Performance:   
Maximum Speed:    558 mph (898 km/h) @ Sea Level
Maximum Speed:    492 mph (792 km/h) @ 40,000 ft (12,192 m)
Cruise Speed:    410 mph (660 km/h)
Climb:    5.5 minutes to 20,000 ft (6,096 m)
Climb:    4,580 ft (1,396 m) in 1 minute.
Service Ceiling:    45,000 ft (13,716 m)


Range:   
Normal:    1,255 km
Maximum:    2,317 km


Fuel Capacity:   
Normal:    425 gal (1,609 lt)
Maximum:    885 gal (3,350 lt)


Powerplant:   
One General Electric J33-GE-11 or Allison J33-A-9 with 3,850 lb S.T. (1,746 kg).       
   
Armament:   
Six .50 caliber machine guns plus 2,000 lb (907 kg) bomb, or ten .5 inch rockets.   


Dados colhidos em:
http://www.aviation-history.com/lockheed/p80.html



O F-80C era a versão mais rápida, com uma velocidade de 580mph. Tinha um motor maior do que os modelos anteriores.

A Força Aérea do Exército dos Estados Unidos da (USAAF) planeou construir o Shooting Star em grande número. No entanto, apenas duas aeronaves chegaram à Itália antes do fim da guerra na Europa e estes nunca foram usados em operações. Apesar do fim das hostilidades, a produção foi mantida numa escala reduzida.

A Lockheed construiu um total de 917 F-80As e Bs. Um avião foi modificado para uma tentativa de recorde mundial de velocidade e em 19 de Junho de 1947 conseguiu estabelecer um recorde de velocidade de 624 mph (1,004 kmh). Algumas dessas modificações foram mantidas no F-80C. Um total de 798 F-80Cs foram produzidos entre 1948 e 1949. Ao mesmo tempo, a Lockheed projectou uma versão de dois lugares, o F-94 Starfire. Este modelo foi equipado com radar para all-weather operations.





Quando a guerra começou na Coreia, os F-80 foram enviados para aí para ajudar os sul-coreanos. No dia 10 de Novembro de 1950, o tenente Russell Brown, voando um Shooting Star, fez história quando abateu um caça MiG-15 russo no primeiro combate decisivo entre caças a jacto do mundo. No entanto, quando comparado com o Mig, transónico e com asas em flexa, o F-80 estava ultrapassado e foi rapidamente substituído pelo F-86 Sabre.



O F-80 era um avião difícil de manobrar, comparado com os mais lentos aviões com motor a pistão e um número alarmante de aviões foram perdidos.

Os Pilotos da altura, ao fazer a transição para jactos pioneiros como o Shooting Star, não estavam habituados a voar a alta velocidade sem o grande ruido de um motor de combustão interna a pistons e tiveram que aprender a confiar nos indicadores de velocidade…


Não é fácil fazer a transição de voar uma aeronave a pistão para um jacto,
como muitos pilotos militares descobriram após a Segunda Guerra Mundial.
O elevado número de acidentes levou Lockheed a pensar modificar 
...o elegante P-80.






      E a  solução foi...

 


      O redesenhado T-33A Shooting Star ou T-Bird.

     Primeiro avião de treino a jacto, de dois lugares:




O T-33 foi o avião a jacto de treino mais amplamente utilizado no mundo, em mais de 30 países.




Apesar de sua longevidade, o venerável avião continua ainda hoje a servir em várias forças aéreas.
Fez o seu primeiro voo em 22 de Março de 1948 pilotado por Tony LeVier,





















Anthony W. "Tony" LeVier nasceu a 14 de Fevereiro de 1913 e morreu com a idade de 84 anos no dia 6 Fevereiro de 1998 depois de sobreviver a oito acidentes e uma colisão no ar.









Tela de George Allison       



O T-33 é um F-80 com uma fuselagem alongada. Acrescentaram-lhe 9 polegadas a seguir à parte da frente da asa e mais 12 polegadas na parte de trás da asa dando espaço a um segundo assento em tandem (um piloto atrás do outro). Tinha também assentos ejectáveis.


O T-33 voava ainda melhor do que o seu antecessor monolugar. “Limpo” e refinado, subia mais rápido, voava em cruzeiro com menos esforço e era um pouco mais rápido do que seus primos mais velhos e menores.






A canopy em forma de bolha permitia uma boa visibilidade para o aluno na frente e para o instrutor no assento de trás. A fuselagem aumentada permitia mais tanques de combustível e consequentemente uma maior autonomia de voo do que o P-80C. Tinha montados também tanques ejectáveis na ponta das asas, tip tanks com capcidade para 235 galões de combustível. Passou de uma autonomia de 1650km para 2050km. Uma asa recta e perpendicular à fuselagem deu um bom desempenho a baixas altitudes e uma excelente manobrabilidade.









Manufacturer:    Lockheed   
  Base model:    T-33   
  Designation:    T-33   
  Version:    A   
  Nickname:    Shooting Star   
  Designation System:    U.S. Air Force   
  Designation Period:    1948-Present   
  Basic role:    Trainer   
       
Specifications       
  Length:    11.4 m   
  Height:    3.5 m   
  Wingspan:    11.4 m   
  Gross Weight:    6,802 kg   
  Max Weight:    6,802 kg   
       
Propulsion       
  No. of Engines:    1   
  Powerplant:    Allison J33-A   
  Thrust (each):    5,400 lb   
       
Performance       
  Range:    1,610 km   
  Cruise Speed:    455 mph    732 km/h
  Max Speed:    525 mph    845 km/h
  Ceiling:    45,000 ft    13,715 m


Dados colhidos em:
http://www.aero-web.org/specs/lockheed/t-33a.htm

 
O T-33 fez o 1º voo no dia 22 de Março de 1948.


Entrou ao serviço da USAF durante os anos 50 do Século passado. A Marinha dos EUA também o adquiriu e modificou-o para operar em mar aberto, com a designação TV-2. Foi o primeiro avião a jacto de treino da USAF. Ficou conhecido como 'T-Bird' e foi produzido sob licença no Japão e no Canadá. No Japão, a Kawasaki construiu 210. No Canadá, o T-33 ficou conhecido como CL-30 Silver Star e os turborreactores Allison originais foram substituídos por Rolls-Royce Nene 10, canadianos. Embora apenas 1.715 P-80 Shooting Stars tivessem sido construídos, quase 7.000 T-33s serviram em todo o mundo.









O T 33 manteve-se ao serviço da US Air Force e Navy até aos finais dos anos 80 do século passado sendo que a versão NT-33 só se retirou em Abril de 1997. E até recentemente continuou a servir no Canadá como um rebocador de mangas/alvo de tiro ar-ar e avião de utilidade geral, tendo sido renomeados para CT-133 Silver Stars. Alguns outros estão ainda em serviço militar activo no Japão e em vários outros países. Cerca de 50 estão nas mãos de coleccionadores civis, principalmente nos Estados Unidos, como estas imagens mostram.




Foto de Chris Rounds - The Red Knight




Alguns T-33s tinham montadas duas metralhadoras para o treino de tiro e, em alguns países, o T-33 foi mesmo contratado como avião de combate: a Força Aérea cubana usou-o durante a invasão da Baía dos Porcos, causando várias mortes. A aeronave RT-33A em versão de reconhecimento produzido principalmente para uso por países estrangeiros, tinha uma câmara instalada no nariz e equipamento adicional no cockpit traseiro.



     Eu também voei na Ota este RT-33A canadiano, aqui exposto no Museu do Ar em Sintra:





Os T-33 continuaram a voar como formadores de pilotos, reboque de mangas de tiro, combate e treinamento de simulação táctica, aviões furtivos, contramedidas electrónicas e treino de guerra e plataformas de teste até aos anos 1980.


Em 2010, o T-33 Shooting Star da Boeing era usado como um avião de acompanhamento durante o vôo inaugural do Boeing 787 e Boeing 747-8.






Embora o T-33 tivesse sido actualizado e reequipado muitas vezes durante sua vida, foi sempre conhecido como T-33A. As variantes oficialmente reconhecidos eram as de ataque, reconhecimento e formação (T-33A), e variantes experimentais. Os T-Birds originais foram equipados com um único reactor Allison J33-A-23 com 20.05kN de impulso. Quase todos estes foram substituídos pelo mais poderoso Allison-A-35 com 24.02kN de impulso.








Esta obra de arte voava assim,
neste vídeo do  YouTube  :







Esta história é feita de textos (e fotografias, todas com passagem por Photoshop feita por mim) compilados e traduzidos de várias fontes, desde obviamente a Wikipédia, aos sitios da Lockheed Martin e outros mais.


Nomeadamente:

 
VINTAGE THUNDERBIRD
http://www.vintage-thunderbird.com/history.html



Lockheed T-33 "Shooting Star"
http://www.warbirdalley.com/tbird.htm



Lockheed P-80 Shooting Star
http://www.aviation-history.com/lockheed/p80.html



Sem estas referências não havia história...



Os meus agradecimentos
.





(Actualizada em 18 de Setembro de 2015)








Aviões que voei > F-86F - 2ª Parte

 

 

 

 

Esta segunda parte da história do F-86, tem o seguinte sumário:

 

  • O F-86F na Força Aérea Portuguesa
  • Uso do F-86 em combate
  • Guerra da Coreia
  • A crise do Estreito da Formosa de 1958
  • Envolvimento em África / Guiné Portuguesa
  • As Guerras Indo-Paquistanesas de 1965 e 1971
  • Construtores
  • Os F-86 excedentários
  • Alguns notáveis pilotos de F-86
  • Cronologia
  • Links mais utilizados


     O F-86F na Força Aérea Portuguesa







Em 1955 começaram as negociações para a renovação do acordo de cedência da Base das Lajes aos Estados Unidos. Pediram-se mais F-84G a juntar aos que operavam na Base Aérea Nº2, na Ota.

Além desses aviões foi ainda proposto o fornecimento de F-86E.











Em Novembro de 1957 o acordo foi assinado, tendo a Esquadra 50, “Falcões” sido criada em 4 de Fevereiro de 1958 sob o comando do Capitão Piloto Aviador Gualdino Moura Pinto, interinamente a funcionar na Base Aérea Nº2 Ota, até à conclusão das obras da Base Aérea Nº5 em Monte Real.





Para símbolo foi escolhido o “Falcão Peregrino”.




O escudo tem uma forma singular distintiva dos Falcões.

A divisa na periferia do escudo, centrado, sobre fundo dourado, em letras maiúsculas, de negro:

« GUERRA OU PAZ TANTO NOS FAZ »


O falcão em voo picado exprime o expoente máximo da aviação de caça. Gracioso e letal.
O sol radioso alude para força e energia.
Os rastos conferem dinamismo e remetem para o incessante serviço em prol da nação.
A divisa - « GUERRA OU PAZ TANTO NOS FAZ » é, no jargão dos Falcões, a expressão da sua vontade férrea e busca contínua da perfeição, sendo alusivo ao elevado espírito de dedicação e profissionalismo com que os Falcões abordam qualquer missão.
O azul de fundo representa o ar e o espaço, simboliza a lealdade e o zelo.
O ouro da periferia do escudo significa a nobreza, a força e a sabedoria.
O escudo dos Falcões é o mesmo desde 1958 tendo apenas mudado o número da esquadra conforme os ditames organizacionais (Esquadras 51, 302 e 201).


Os primeiros F-86 começaram a chegar a partir de Agosto de 1958 provenientes dos stocks da USAF.







No entanto os 65 aviões fornecidos foram na totalidade do modelo "F" bloco 35 e não do modelo "E" como acordado originalmente. Foram depois elevados ao padrão F-86F bloco 40, com capacidade de transporte e disparo do míssil AIM-9B Sidewinder, os quais só foram adquiridos em 1962.

O Agrupamento da USAF que acompanhou o MTU (Mobile Training Unit) era chefiado por dois pilotos veteranos da Guerra da Coreia, Maj Akola e Cap Brown e mais um pequeno grupo de especialistas.
Publicado em “Pássaro de Ferro” pelo Cap. (Ref) Fernando Moutinho : Ver Eu e o F-86


A 11 de Setembro de 1958 a Esquadra passou a designar-se Esquadra 51, devido à então revisão do sistema de numeração das Unidades da Força Aérea.

 No dia 22 de Setembro de 1958, realizou-se o primeiro voo de um piloto português em F-86F, primeira aeronave que equipou a esquadra dos Falcões. A 24 de Setembro o mesmo Piloto passa pela primeira vez a barreira do som em Portugal.

Neste período, foi igualmente reactivada a patrulha acrobática “Dragões” operando, agora, os F-86F.

No dia 4 de Outubro de 1958 a Base Aérea Nº5 em Monte Real ficou operacional e até Dezembro desse mesmo ano toda a logística e todos os F-86 finalizaram a mudança, onde ficaram a operar na esquadra 51, "Falcões".



Inauguração da B.A.5


  

Em 1974, a reestruturação que ocorreu na Força Aérea levou à constituição do Grupo Operacional 51 na BA5, dando origem, em 1978, a uma renomeação dos “Falcões” para, agora, "Esquadra 201".

Os Falcões continuaram a operar o F86F até 1980, somando um total de 60.000 horas de voo, com esta plataforma em tempo de Paz e no teatro de operações Ultramarino, onde pereceram cinco Pilotos Aviadores.

Portugal foi o último país utilizador do Sabre na NATO. Nesta data, 1980, foram retirados do activo os últimos 10 Sabres Portugueses sobreviventes, após o último voo, a 30 de Junho, com a duração de uma hora e vinte e cinco minutos, no qual uma parelha de F-86F, n.ºs de cauda 5347 e 5360, sobrevoaram todas as unidades da FAP, pilotados respectivamente pelos Tenente Coronel Victor Silva e Capitão Roda.

Voei com estes dois notáveis Falcões nos meus anos na Base Aérea Nº5, em Monte Real, Leiria.








Algumas fotos

dos meus tempos de

Falcão, no Sabre:













Vários inesquecíveis Falcões de 1965:
Coronel Soares de Moura, Comandante da B.A. 5 (4º da Dta p Esq, atrás, Major Moreira, Comte Esquadra, o 6º na mesma sequência, Canto e Castro, 1º da Esq ajoelhado (foi Conselheiro da Revolução) General Nico, últ da dta, ajoelhado. Eu estou sentado no chão ao lado do Canto e Castro
















      De pé, da esq p a dta:
          Canto e Castro, eu, Costa Pereira e Egídio Lopes
      Na frente:
           Leite da Silva, sorry..., sorry..., Ary






       A fantástica linha da frente!






    Reparem na matrícula e vejam como ficou bonito o meu F-86, aqui acima...




    ...E hojeno Museu do Ar em Bruxelas,  fotos aqui abaixo.









Historicamente, os “Falcões” são uma Esquadra de referência para a Força Aérea Portuguesa e para a Nação, não só pelos meios que operam, mas também na vanguarda em termos tecnológicos, pela atitude profissional, competente e dedicada dos seus elementos.



No dia 4 de Outubro de 2018, 60º Aniversário da Esquadra dos Falcões, foi dia de festa na Base Aérea Nº 5.












Depois, no Jantar de Gala no Palace Hotel de Monte Real
foi com muito orgulho que recebi, com outros 4 Falcões, o
"Falcão de Ouro".



Foi a primeira vez que tal galardão foi atribuído.







Uso do F.86 em combate



Guerra da Coreia 

O F-86 Sabre foi intensivamente usado na Guerra da Coreia (que durou de 26 de Junho de 1950 a 27 de Julho de 1953 com a assinatura de um armistício, mas legalmente não terminou ainda…) com resultados notáveis.

O F-86A foi introduzido no conflito Coreano em Novembro de 1950 na 51st Fighter Interceptor Wing. E, segundo os Americanos, obteve um rácio de enorme sucesso:14 para 1 em combates com os MIG-15 soviéticos.







Os pilotos dos MIGs eram na sua maior parte muito bons pilotos veteranos Russos mas também inexperientes Chineses e Norte Coreanos, enquanto muitos dos pilotos dos Sabre eram veteranos da 2ª Grande Guerra.

















Os grandes dogfights sobre o rio Yalu, que desagua no Mar Amarelo, a Norte da Coreia, tornaram-se inevitáveis ficando essa área conhecida como a “Alameda MIG”, “MIG Alley”.









Os MIGs voavam de Bases Aéreas na Manchúria no início do conflito quase exclusivamente por pilotos soviéticos da VVS (Soviet Air Force) sob grande segredo para não envolver oficialmente a União Soviética no conflito. Nos finais de 1950, após cursos intensivos dados pelos Soviéticos os MIGs passaram a voar com pilotos do China Vermelha e Norte Coreanos, mantendo-se os Soviéticos limitados ao espaço aéreo onde não pudessem ser capturados no caso de serem abatidos.




E foi a partir de Fevereiro de 1952, quando os craques pilotos Soviéticos foram largamente substituídos pelos inexperientes e mal preparados Norte Coreanos e Chineses Vermelhos que a superior formação dos pilotos Americanos veio ao de cima no conflito.




A superioridade inicial do MIG-15 face aos antiquados e lentos aviões Americanos causou enormes baixas nos Lockheed F-80 Shooting Star e Republic F-84 Thunderjet e nos Bombardeiros B-29.
Grandes formações de MIG-15 esperavam a grande altitude pelos aviões Americanos, do lado chinês da fronteira, na MIG Alley e então atacavam em vertiginosos voos picados.



 







 


 Lockheed F-80 Shooting Star

que está ligado à
génese do T-33.






F-84




B-29


A superioridade do MIG-15 nos finais de 1950 é completa e assim no dia 1 de Novembro de 1950 8 MIGs enfrentam cerca de 15 F-51D Mustangs e 10 F-80 Shooting Stars da USAF e o Tenente Semyon Fyodorovich Khominich obtem a primeira victória em combate ar-ar entre jactos militares, abatendo o F-80C de Frank Van Sickle que morreu, embora a USAF credite esta morte a actividade anti-aérea Norte Coreana.


F-51 Mustang


Mas no dia 9 de Novembro de 1950 o MIG-15 sofre a primeira baixa quando o Lieutenant Commander William T. Amen, piloto do porta-aviões USS Philippine Sea aos comandos de um Grumman F9F Panther abate o Capitão Mikhail F. Grachev.


Grumman F9F Panther

No início apenas 15 dos 19 F-86A enviados para a Coreia de modo apressado em Novembro de 1950, tinham adquirido capacidade de combate.

Iniciaram as operações de patrulha no dia 16 de Dezembro de 1950 e no dia seguinte,17 de Dezembro de 1950, o Coronel Bruce Hinton abateu logo o primeiro MIG, a primeira vitória em combate ar-ar entre MIGs e F-86, obrigando o Major Yakov Nikanorovich Yefromeyenko a ejectar-se do seu avião em chamas.





Nos seis meses seguintes, até Junho de 1951, os F-86A da 4ª Esquadra de Caça e Intercepção (4th Fighter Interceptor Wing) abateram 40 MIG-15, danificaram 71 e provavelmente destruíram mais 6, contra apenas 7 F-86A perdidos, um dos quais resultante de acidente operacional.
Em Julho de 1950 a série E do F-86 chega à Coreia.

Largamente ultrapassados em quantidade pelo inimigo, os F-86E em serviço na Coreia, lutando também contra uma crónica falta de abastecimentos que afectavam duramente a operacionalidade e prontidão dos aviões, conseguiram mesmo assim 83 vitórias contra apenas 6 F-86E perdidos.
Em 1952 chegam ao conflito coreano o F-86 da série F, somente 3 meses depois de terem sido aceites na Força Aérea Americana. Apesar da maior potência do seu motor, tinham uma performance semelhante ao F-86E.

O F-86F, com as actualizações decorrentes do seu emprego operacional, demonstrou claramente a sua superioridade de tal modo que em Março de 1953 os F-86E foram retirados da linha da frente.
No final do conflito as baixas de MIGs somavam o impressionante número de 818 aviões abatidos, contra 58 F-86…

É de salientar que no início do conflito os MIG eram exclusivamente voados por experientes pilotos Soviéticos que mais tarde deram lugar aos pouco experientes pilotos Chineses e Norte Coreanos.
O treino dos pilotos Americanos, feito na Base Aérea de Nellis, era muito superior.
Mutos dos combates deram-se na Manchúria (violando o espaço aéreo chinês) e todas as filmagens que o mostravam eram destruídas…

De qualquer modo, algumas características do F-86 como por exemplo a cauda toda movível que permitia manobrar bem a velocidades perto da velocidade do som, permitindo recuperar de um mergulho sónico, contrariamente aos MIG que não podiam exceder com segurança Mach 0,92, davam maior vantagem ao Sabre em combate ar-ar

O F-86 na generalidade e o F-86F em particular conseguiram uma relação de 14 vitórias contra os MIG-15 por cada F-86 perdido.

Este rácio tem vindo a ser muito contestado e os pilotos soviéticos afirmam ter abatido 600 Sabres, contra os 58 que os Americanos registam…

Elogios vindos da 5ª Força Aérea Americana (fifth Air Force), afirmavam que o F-86F era sem margem para dúvidas o melhor caça-bombardeiro em operação na Coreia, constituindo-se como uma plataforma muito estável para tiro ar-ar bem como para bombardeamento de baixa altitude, tendo ainda um comportamento aerodinâmico muito bom, em altitudes acima dos 9 000 metros transportando todo o armamento utilizável.

É seguramente um dos grandes aviões da História da Aviação Militar







A crise do Estreito da Formosa de 1958


A Formosa, a partir de Dezembro de 1954 até Junho de 1956 recebeu 160 ex-F-86Fs. Em Junho de 1958 já tinha 320 F-86Fs e 7 RF-86Fs.

Sabres e MIGs voltaram a combater em Agosto de 1958 opondo Chineses Comunista e Chineses Nacionalistas.

Sabres e MIG 15 e 17 envolveram-se em numerosos dogfights.

Durante o conflito, ao abrigo de uma acção mantida em segredo (Operation Black Magic) foi introduzido um novo tipo de armamento no combate ar-ar: mísseis guiados por infravermelhos, o AIM-9 Sidewinder.

Os MIG-17 voavam a uma altitude superior aos Sabres, atacando só quando tinham uma posição favorável.

O Sidewinder acabou com essa vantagem...

No primeiro dia em que foram testados em combate, 24 de Setembro de 1958, os Sabres equipados com misseis Sidewinder abateram 10 MIGs e danificaram outros dois, sem nenhuma perda.
Num mês de combates sobre as disputadas ilhas de Quemoy e Matsu os pilotos Nacionalistas abateram pelo menos 31 MIGs mais 8 prováveis contra 2 F-84G e nenhum Sabre.


F-84



Envolvimento em África / Guiné Portuguesa

Ver o tópico O F-86 na Força Aérea Portuguesa / Envolvimento em África


A 9 de Julho de 1961 oito F-86F, com os n.ºs de cauda 5307, 5314, 5322, 5326, 5354, 5356, 5361, 5362, iniciaram uma viagem de 3.800km, o equivalente a seis horas e dez minutos de voo, um recorde para Força Aérea Portuguesa ao tempo, que os levou até Bissalanca, um aeródromo junto a Bissau na Guiné Portuguesa, actual Guiné-Bissau, constituindo o destacamento 52.

A missão que ficou conhecida pelo nome de código Atlas, foi comandada pelo Major Ramiro de Almeida Santos, num voo com escalas na BA6 no Montijo, Gando (Ilhas Canárias) e Ilha do Sal (Cabo Verde).


Aeroporto da Ilha do Sal


Era suposto ficarem no terreno apenas oito dias, fazendo uma demonstração de força, no sentido de evitar acontecimentos semelhantes aos verificados meses antes na então Província de Angola e nos quais foram chacinados várias centenas de colonos e nativos.

Inicialmente, a deslocação destes aparelhos visava constituir forma de dissuasão, perante a ameaça que constituía a presença de Mig-15 e Mig-17 em países vizinhos como a Tanzânia e a Guiné-Conakry contra a Guiné Portuguesa.

No entanto com o agravar da situação em Angola e com o início das movimentações dos guerrilheiros do PAIGC, os F-86 foram ficando, mas apenas entraram em operações de combate no verão de 1963, quando a parte Sul da colónia teve que ser evacuada, devido a intensa actividade da guerrilha.

Entre Agosto de 1963 e Outubro de 1964, os F-86 voaram 577 missões a maioria das quais de ataque ao solo ou apoio aéreo próximo. Dos oito aviões destacados, sete foram atingidos por fogo inimigo, mas sempre conseguiram regressar.


Frente ao Hangar de Bissalanca estão Fiat G-91


Dois foram destruídos, o 5314 a 17 de Agosto de 1962 numa aterragem de emergência em que o avião ultrapassou o fim da pista, ainda com as bombas sob as asas e o 5322 a 31 de Maio de 1963 abatido por fogo antiaéreo inimigo. Em ambos os casos os pilotos foram recuperados de imediato com vida. Um terceiro seria muito danificado por fogo antiaéreo.

Este destacamento ocorreu entre 1961 e 1963 e terminou face a fortes pressões políticas exercidas pela Administração Norte-Americana e de alguns países da NATO para que os aviões regressassem a Monte Real.

Inviabilizaram assim a continuação da operação e ditaram o regresso dos Sabres a Portugal, já que os mesmos tinham sido fornecidos no âmbito da NATO e destinavam-se à protecção do seu flanco Sul.
A última missão operacional, aconteceu a 20 de Outubro de 1964 e foi protagonizada pelo Major Barbeitos de Sousa, após a qual o destacamento 52 foi dissolvido, passando as suas missões a serem asseguradas pelos Fiat G.91/R4 e o North-American T-6 Havard.


Guerra Indo-Paquistanesa de 1965 

Tratou-se do segundo conflito entre a Índia e do Paquistão pela disputada região da Caxemira, tendo o primeiro ocorrido em 1947.

O Paquistão recebeu 120 F-86F a partir de 1954 os quais no início do conflito com a duração de 22 dias, estavam com a operacionalidade bastante reduzida, por falta de peças de substituição, com origem no embargo Norte-Americano. Mesmo assim e já não sendo um caça de primeira linha, numa época em que a regra era a existência de caças da classe mach 2, teve um comportamento meritório tanto no combate ar-ar como no ataque ao solo obtendo mais vitórias do que perdas.




Guerra Indo-Paquistanesa de 1971

A guerra esteve estreitamente associada com a Guerra de Independência de Bangladesh
Os F-86F Paquistaneses voltaram a ser utilizados, acompanhados por Sabres Mk.6 de fabrico Canadiano (ex Luftwaffe obtidos de modo não oficial via Irão) exercendo o maior esforço contra antagonistas como o MiG-21 e o Sukhoi Su-7 da Força Aérea Indiana.

No final dos anos 70 do Séc. XX foi meu passageiro num voo B 727 de Lisboa para Frankfurt, um dos mais condecorados oficiais pilotos paquistaneses participante neste conflito como piloto de F-86. Era na altura adido militar da Embaixada do Paquistão em Lisboa.


Construtores 


A juntar aos Sabres produzidos nos Estados Unidos, a Canadair Ltd. em Montreal construíu 60 F-86Es para a US Air Force, mais pelo menos 1.750 Sabre Mk 2/3/4/5/6s para a  Royal Canadian Air Force e The Royal Air Force. Os mais recentes Sabres tinham motores Canadianos Orenda.

A Australia's Commonwealth Aircraft Corporation também os construíu, modificando-os para aceitar dois canhões de 30mm e motores Rolls-Royce Avon 26.

A Fiat italiana montou pelo menos 220 F-86K de Kits fornecidos pela North American.

Uma associação entre a North American e a Japonesa Mitsubishi fabricaram ao todo 480


Os F-86 excedentários


O F-86F, assim como o F-86E, deixaram de equipar a Força Aérea Americana depois do conflito na Coreia. No início de 1955 o Air Defense Command não tinha nenhum F-86F. No fim desse ano os últimos 53 F-86F da TAC foram substituídos por F-86Hs.

A exportação dos excedentários F-86F para as Nações aliadas dos Estados Unidos começou em 1954.

Em 4 anos o avião tornou-se no mais usado caça a jacto do Mundo Livre. O TAC usou alguns F-86F para treino de pilotos estrangeiros durante os anos 60 do Séc XX.

Uma das primeiras nações a receber F-86F foi a China Nacionalista, com mais de 325 aviões.
A Força Aérea Espanhola recebeu cerca de 250.
A Republica da Coreia 122
O Pakistão recebeu 120
A Noruega 90
Portugal 50
A Tailandia e as Filipinas, 40 cada
A Argentina 28
A Venezuela 22
O Peru 10

Por volta dos anos 80 do Séc. XX, oito nações desenvolvidas ainda incluíam caças F-86 nos seus arsenais.

O último Sabre foi fabricado no Japão em 1961.


Alguns notáveis pilotos de F-86




M. M. Alam














O Comandante de Esquadrão (mais tarde Air Commodore) M. M. Alam, da Pakistan Air Force, tornou-se um “Ás” ao abater 5 caças da Indian Air Force no espaço de 1 minuto na Guerra Indo-Paquistanesa de 1965. 
Foi condecorado com a “Sitara-e-Jurat” a “Estrela da Coragem”.







 














Coronel Edwin "Buzz" Aldrin, piloto de testes da USAF e Astronauta da Apollo 11.































Major John Glenn, piloto da U.S. Marine Corps e da USAF. Primeiro Astronauta Americano a orbitar a Terra. Foi mais tarde Senador pelo Ohio.









Virgil "Gus" Grissom

















Lieutenant Colonel Virgil "Gus" Grissom, astronauta dos programas Mercury, Gemini e Apollo. Morreu num fogo a bordo da nave Apollo.








Flying Officer Waleed Ehsanul Karim, Pakistan Air Force, o mais novo piloto a voar um Sabre, com 18 anos!





Cronologia


Datas importantes, em modo não exaustivo, no desenvolvimento do F-86 Sabre

22 de Novembro de 1944

    A North American inicia os estudos de um caça a jacto com asa recta, convencional, para a Força Aérea do Exército dos Estados Unidos da América.

18 de Maio de 1945

    Autorização para a construção de três protótipos NA-140/XP-86A

20 de Junho de 1945

    Aprovada a maqueta do XP-86A
  
1 de Novembro de 1945

    Aprovada a proposta do fabricante para mudar a asa em ângulo recto para asa em flecha.

1946
    Ano da concepção do Mig-15.

8 de Agosto de 1947

    Sai da fábrica o primeiro protótipo XP-86A, 45-59597

1 de Outubro de 1947

    Primeiro voo do protótipo XP-86A 45-59597.

30 de Dezembro de 1947
        Primeiro voo do protótipo do MIG-15.

20 de Maio de 1948

    Primeiro voo do F-86A de produção final.

23 de Setembro de 1950

    Primeiro voo do F-86E.

1 de Dezembro de 1950

    Primeiros F-86A enviados para a Coreia

Dezembro de 1950

    São aceites pela USAF os dois últimos F-86A construídos.   

17 de Dezembro de 1950

    Abatido o primeiro MIG-15 por um F-86.

Julho de 1951

    Envio do primeiro F-86E para a Coreia

19 de Março de 1952

    Primeiro voo do F-86F

9 de Maio de 1953

    Primeiro voo do F-86H

27 de Julho de 1953

    Términus da Guerra da Coreia

Agosto de 1958

    Chegam os primeiros F-86F bloco 35 a Portugal

22 de Setembro de 1958

    1º voo de um F-86 em Portugal por um piloto português

24 de Setembro de 1958

    Batida a Barreira do som pela 1ª vez por um piloto português

1 de Outubro de 1961

    Três esquadrões de F-86H dos Estados Unidos são reactivados e enviados para a Europa, durante o Bloqueio de Berlim.

30 de Setembro de 1970

    Retirado do activo o último Sabre nos Estados Unidos, um F-86H Air National Guard do Estado de Nova Iorque

31 de Julho de 1980

    Portugal foi o último país utilizador do Sabre na NATO. Nesta data foram retirados do activo os últimos 10 Sabres Portugueses sobreviventes.

Junho de 1994

    Retirado o último F-86F no activo em todo o mundo, pertencente à Força Aérea da Bolívia.















Links mais utilizados:


http://en.wikipedia.org/wiki/F-86_Sabre
http://en.wikipedia.org/wiki/Mikhail_Gurevich_%28aircraft_designer%29
http://en.wikipedia.org/wiki/North_American_FJ-1_Fury
http://f-86.tripod.com/barrier.html
http://f-86.tripod.com/index.html
http://guerreirosdapaz.fotosblogue.com/91411/O-F-86-Sabre-Aeronave-utilizada-pela-Forca-Aerea-portuguesa-na-guerra-do-Ultramar/
http://it.wikipedia.org/wiki/North_American_FJ_Fury
http://pt.wikipedia.org/wiki/AIM-9_Sidewinder
http://pt.wikipedia.org/wiki/Artem_Mikoyan
http://pt.wikipedia.org/wiki/F-86_Sabre
http://pt.wikipedia.org/wiki/F-86_Sabre#Envolvimento_em_.C3.81frica
http://pt.wikipedia.org/wiki/F-86_Sabre#Especifica.C3.A7.C3.B5es
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_da_Coreia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Me-262
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mikoyan-Gurevich
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mikoyan-Gurevich_MiG-15
http://sabre-pilots.org/
http://upmagazine-tap.com/pt_artigos/um-novo-museu-do-ar/
http://walkarounds.home.sapo.pt/
http://walkarounds.home.sapo.pt/walkarounds.htm
http://www.aereo.jor.br/2012/10/19/chuck-yeager-voa-supersonico-mais-uma-vez-65-anos-depois-agora-num-f-15d/
http://www.aviation-history.com/north-american/f86.html
http://www.boeing.com/boeing/history/bna/f86.page
http://www.emfa.pt/www/esquadra-47
http://www.emfa.pt/www/po/musar/
http://www.emfa.pt/www/unidade-18-base-aerea-n-5
http://www.globalsecurity.org/military/systems/aircraft/f-86.htm
http://www.joebaugher.com/usaf_serials/
http://www.nationalmuseum.af.mil/factsheets/factsheet.asp?id=2297
http://www.passarodeferro.com/2010/12/f-86-os-dias-do-sabre-m450-50al2010.html
http://www.pbs.org/wgbh/nova/military/mig-v-sabre.html
http://www.spaads.org/
http://www.warbirdalley.com/f86.htm




(Actualizada em 13 de Março de 2023)