sábado, 4 de outubro de 2014

AVIÕES QUE VOEI - Boeing 727

 

Nascimento e vida do Boeing 727




Em 1956, após o grande sucesso comercial com o B707, o grande senhor do início da era do jacto, a Boeing decide conceber um novo avião que pudesse operar em pistas de menores dimensões, explorando o mercado de curto e médio curso.


Elaborou cerca de 70 estudos diferentes antes de chegar á configuração definitiva.











A decisão do projecto final foi formalmente anunciada no dia 5 de Dezembro de 1960 já com 80 encomendas igualmente distribuídas entre a United e a Eastern Airlines.





Cockpit (ou secção 41) durante a construção    

 E a construção foi aprovada.








   Secções 46 e 48






















Foi o primeiro trimotor a reacção de cabina larga, como o B707 já em serviço, permitindo voos confortáveis em médio curso mantendo a qualidade e os requintes dos aviões transcontinentais.








 


Equipado com flaps inovadores de três secções sucessivamente extensíveis (Kruger flaps, triple-slotted trailing edge flaps, uma concepção da Boeing) e um novo tipo de slats no bordo de ataque da asa (leading-edge slats) a sua performance única permitia-lhe aterrar e descolar a baixa velocidade em pistas curtas, proibitivas para os B707, por exemplo, levando a uma mais ampla e rápida disseminação do transporte aéreo de qualidade.




   O Nº1 hoje restaurado com a pintura original da United











A sua asa inovadora e complexa permitia-lhe quase duplicar a superfície alar quando os flaps e slats estavam completamente estendidos, dando-lhe grande estabilidade a baixas velocidades.








 

Outro best-seller foi o motor que o equipava, o Pratt & Whitney JT8D, desenvolvido especialmente para o 727, um dos reactores mais vendidos na história da aviação comercial.

Equipado com 3 destes poderosos reactores o B727 podia descolar facilmente de pistas mais curtas.







O Boeing 727 tinha também um APU (unidade auxiliar de potência) pouco usual na época e padrão nos dias de hoje, cuja função era fornecer a energia necessária para o arranque do motor, além de alimentar em terra outros equipamentos, como o ar condicionado, não necessitando de equipamento auxiliar local que muitas vezes não existia em pequenos aeroportos do interior.

Para completar a sua total autonomia no solo, o acesso ao avião podia ser feito por uma porta com escada integrada, na cauda.



A escada estrutural e o Tailskid



O rollout, primeira aparição pública, fez-se em 27 de Novembro de 1962, nas instalações da Boeing em Renton, Seattle.


Onde 12 anos depois eu estive a fazer o meu curso de simulador em B747






Naquele dia o novo Boeing 727 foi apresentado ao mundo “vestido” com a mesma cor com que o Dash-80, o protótipo do B707, o fora.


   27 de Novembro de 1962

 
O novo Boeing 727 foi então sugeito a uma série de testes antes de estar apto para ser testado em voo


   Testes de rolagem em Renton antes do primeiro voo. Avaliação dos travões, reverse e spoilers



                Dois meses e meio depois, na noite de 8 de Fevereiro de 1963, últimos preparativos para o primeiro voo na manhã seguinte:





E no dia 9 de Fevereiro de 1963, o N7001U - o 1º Boeing 727-100 a ser fabricado - fez o primeiro voo de teste. Na pista usada pela Boeing ali mesmo ao lado, em Renton, Seattle, Estado do Washington.

 
Tripulação: 
                         Piloto de Testes Lew Wallick
                         Co-piloto Dix Loesch
                         Técnico de vôo MK Shulenberger.



Lew Wallick e a sua tripulação



   9 de Fevereiro de 1963. A 1ª descolagem, para Norte, no Aeroporto de Renton







 











O voo correu sem incidentes e Lew Wallick achou o comportamento do avião muito bom.


   1ª aterragem em Paine Field, Everett  Washington - o mesmo local da última aterragem 28 anos depois, Janeiro de 1991~foto Bob Bogash




A tripulação do 1º voo de teste deixa o avião na placa do Paine Field, Everett, Washington



Lew Wallick descreve o primeiro voo à Imprensa e aos responsáveis da Boeing, em Paine Field



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Breve biografia de Lew Wallick:












Lew Wallick foi o Piloto Chefe de testes da Boeing durante a introdução dos aviões da série “7”.

Reformou-se como Director of Flight Test e Chief Test Pilot em 1986 depois de 35 anos a trabalhar para a Boeing.

Além dos voos de teste no 727 foi piloto ou co-piloto nos primeiros voos dos Boeing 737, 747SP, 757, 767 e outros mais.

Lew Wallick nasceu e cresceu numa quinta no Kansas. Tinha 4 irmãos. Aos 17 anos alistou-se na Naval Aviation e era suposto ter participado na invasão do Japão mas com a largada das bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagasaqui já não entrou em combate.




Após a guerra formou-se em Engenharia Mecanica na Universidade Estadual do Kansas e pouco depois foi admitido na Boeing.













A sua história está ligada a vários aviões expostos no Museum of Flight de Seattle, tais como os 1ºs Boeing 727 e 737 que voaram, o Canadair CL-13 Sabre, quando o voou como chase plane da Boeing (avião que acompanha os voos de teste de outros aviões) o biplano Boeing Model 100 e a réplica do Boeing B&W.















A sua filha Rebecca Wallick publicou um livro em Fevereiro de 2014 (Amazon, $26.12) com o titulo “Growing Up Boeing: The Early Jet Age Through the Eyes of a Test Pilot's Daughter” com a ajuda do antigo Vice-Presidente da Boeing e Curador do Museum of Flight de Seattle, Peter Morton, onde conta a incrível história do seu Pai.





Lew Wallick morreu no dia 19 de Agosto de 2009, após doença prolongada, com 85 anos, conforme notícia publicada no Seattle Times de 28 de Agosto desse ano. 


Traduzido e adaptado de:
The Museum of Flight



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O primeiro 727 a voar não era, na verdade, um protótipo na verdadeira acepção da palavra.

O N7001U, " E1 " para a Boeing, após os voos de teste não foi mantido na companhia mas sim vendido, no dia 29 de Outubro de 1963, ao cliente lançador, a United, com um certificado provisório do FAA para treino dos seus pilotos, inicialmente.



 

Para apresentar o seu novo avião a outras companhias americanas, a Boeing organizou um tour pelos Estados Unidos com início a 25 de Agosto de 1963.

No final e para uma apresentação global, o avião fez uma volta ao mundo.

Descolou de Seattle no dia 8 de Agosto de 1963 tendo operado na Ásia, Médio Oriente, África e Europa, aterrando, por exemplo, em Tóquio no dia 9 de Setembro, em Germiston, África do Sul no dia 14 de Outubro e em Zurique uma semana depois.

Também passou por Lisboa, tendo cativado todos no voo de demonstração para a TAP, levando o saudoso Presidente Vaz Pinto a afirmar "Este vai ser de certeza o nosso avião de médio curso....”

Esta tournée terminou no dia 3 de Novembro de 1963 depois de o avião ter visitado 26 países voando 76.000 milhas.

No dia 1 de Fevereiro de 1964 o Boeing B727 fez o seu primeiro voo comercial de sempre, ao serviço da Eastern Air Lines, no voo de Miami para Washington, D.C. e Filadélfia.





Poucos dias depois foi a vez da United o estrear comercialmente também.

Durante a sua longa carreira de 64.495 horas de voo e 48.060 aterragens, o primeiro B727 transportou qualquer coisa como 3 milhões de passageiros.

A United pagou por ele 4,4 milhões de dólares tendo rendido 68,2 vezes mais o que custou… cerca de 300 milhões de dólares!

O 727 era omnipresente, visto em toda e qualquer pista ou em frente de praticamente todas as aerogares de todos os aeroportos do mundo.









Especialmente no Aeroporto de LaGuardia, Nova Iorque, que por ter uma pista não muito comprida e estar sujeito a restrições de ruido era afectuosamente conhecido como o Aeroporto do B727.

Tal como todos os aviões de todos os fabricantes, o 727 sofreu inúmeras alterações, estando continuamente a ser modificado de modo a adaptar-se às exigências do mercado.

Dos 1831 B727 vendidos, cerca de 407 eram da série inicial, o modelo “100”, para 117 passageiros em duas classes e 164 eram 727-100C, versão para passageiros e carga ou apenas cargueiros.

Em 1967 foi introduzida no mercado a versão 200, que é o mesmo avião da série 100, mas com a inserção de duas extensões de 3,05 m, uma á frente e outra atrás do trem de aterragem. O primeiro voo desta versão ocorreu em 27 de Julho de 1967.

O primeiro B727-200 a voar comercialmente foi no dia 14 de Dezembro de 1967 na Northeast Airlines

Da série 200 foram vendidos 1.245 aviões. Tinham capacidade para189 passageiros em classe única ou a partir de 148 em duas classes. Na versão exclusivamente cargueira (727-200F), tinha capacidade para 11 pallets e transportava 25 toneladas de carga útil. Foram produzidos apenas 15 aviões nessa versão, mas hoje há dezenas deles adaptados a partir da versão 200 de passageiros.

A produção comercial do B727 começou no início dos anos 60 e terminou em Agosto de 1984.

O primeiro avião Boeing 727 a ser fabricado e a voar na United Airlines desde 1964, foi retirado quase 27 anos após o seu lançamento, no dia 13 de Janeiro de 1991 para ser doado ao Museum of Flight de Seattle.



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A concepção para o complexo do Museu começou a tomar forma em 1975 quando a Autoridade Portuária de Seattle alugou ao Museu por 99 anos o terreno onde agora está o Red Barn, no Boeing Field/King County International Airport




Os dois pisos do Reb Barn são o histórico local do nascimento da primeira fábrica da Boeing Airplane Company. Foi construido em 1909.



Auspicioso nascimento, num celeiro…


Este edifício histórico foi salvo da demolição na sua localização original no Duwamish River ao ser doado pela Autoridade Portuária de Seattle que o transportou num batelão para o Boeing Field/King County International Airport onde agora pode ser visitado. Foi restaurado em 1983 e tornou-se o primeiro edifício permanente do Museu.

Ao Red Barn juntou-se mais tarde a Great Gallery, em 1987. A Library and Archives Building em 2002 e a J. Elroy McCaw Personal Courage Wing and Airpark em 2004.

Os tons quentes da madeira de todos aqueles grandes barrotes e tábuas em perfeito estado de conservação aliado às exposições dos seus activos históricos dão uma sensação acolhedora, quente, de dimensão humana mas com simplicidade àquela estrutura da transição do século XIX para o XX, reflectindo simultaneamente o ambiente da era romântica dos primeiros anos da aviação.

As grandes janelas e clarabóias envidraçadas com caixilharia também em madeira do Red Barn permitem a entrada de abundante luz natural.

Ver em:
Página do Museum of Flight com imagem 360 do Red Barn.
                                              Clicar na imagem que aparece

Video a não perder:
- O legado tecnico, científico e cultural da Boeing em Seattle e no mundo:
                      Red Barn Heritage Award: Celebrating William E. Boeing Jr.

Traduzido e adaptado de:



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Em 1984 Bob Bogash, na qualidade de Chairman of the Aircraft Acquisition committee do Museum of Flight, (reformado da Boeing depois de 30 anos como Director of Quality Assurance no departamento de Material Division da Boeing Commercial Airplane Group) pediu aos Administradores da United, Ed Carlson e Dick Ferris, que doassem aquele 1º B727 quando ele fosse retirado da linha.

A United aceitou.

No dia 23 de Janeiro e 1988 o avião participou numa cerimónia oficial do Museu para formalização daquele acto de doação futura.

E finalmente três anos mais tarde, no dia 13 de Janeiro de 1991, depois de ter sido repintado nas cores originais da United...


Ao deixar o hangar de pintura com a pintura original de 1963
 
...fez o voo United 838 de São Francisco para Seattle, de regresso, finalmente, a casa. Voou depois em ferry para o Boeing Field para a cerimónia de aceitação, fazendo em seguida o seu último voo para Paine Field em Everett onde o Museu tem um hangar para restauro de aviões.

O Museum of Flight de Seattle tem um pequeno mas dedicado número de voluntários a trabalhar no agora seu 727-100, o N7001U, o primeiro 727 a voar, naquele longínquo dia 9 de Fevereiro de 1963 e que voou sempre pelas cores da United, desde 29 de Outubro de 1963 até ser doado ao Museu.

O responsável pelo restauro é Bob Bogash.

Ver video do restauro do 1º B727:

Traduzido e adaptado de:
The Boeing 727 Prototype


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A complexidade e a real dimensão da Boeing só podem ser compreendidas se atentarmos nesta infografia que fiz com a ajuda do Google Earth:






Tomando como base o Aeroporto principal em que a Boeing opera na zona de Seattle, o Aeroporto Municipal de Renton, os outros, são:


A Norte - o Paine Field Airport:

Neste Aeroporto fica o Boeing Everett Factory o mais volumoso edifício do mundo. O local primário da montagem dos wide-bodys da Boeing, 747, 767, 777 and alguns 787.



Paine Field Airport e o Boeing Everett Factory, no topo da imagem, à esquerda.



A Oeste - o King Count Municipal / International Airport:

Conhecido como Boeing Field, era o principal aeroporto de Seattle até ao início da operação do Seattle-Tacoma International Airport nos finais dos anos 40. A Boeing continua a usar este aeroporto para voos de teste e entrega dos seus aviões. É além disso um distribuidor regional de carga. É também usado para a operação do Air Force One (O B747 do Presidente dos USA) quando visita a área de Seattle.



King Count Municipal / International Airport / Boeing Field


O Museum of Flight tem aqui também um centro de restauro. Assinalado na foto, em baixo e á esq da pista.



A Este - fica então o Aeroporto Municipal de Renton

Onde fica o Boeing Renton Factory



Aeroporto Municipal de Renton e o Boeing Renton Factory



A Sul - Seattle–Tacoma International Airport



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Continuando a nossa história do Boeing 727:


Em Setembro de 1972 o B727 passou a ser o mais vendido avião comercial até então quando as encomendas ultrapassaram o 1º milhar.

Em 05 de Dezembro de 1977 a família 727, bateu um recorde: foi transportado o seu passageiro 1.000.000. Em Setembro de 1995, esse número atingia 4,2 milhões, recorde absoluto até então.

O Boeing 727 também fez um enorme sucesso no transporte de carga com os  Boeing 727-100C (Cargo) ou Boeing 727-100F (Freighter), além das versões mistas e conversíveis.

Teve igualmente muito êxito no sector executivo, com aviões luxuosamente decorados e equipados para empresários e executivos. Até artistas o compraram para uso privado.

No dia 14 de Agosto de 1984, 22 anos depois de ser apresentado, o último dos 1832 B727 fabricados, um B727-200F, saiu também das mesmas instalações onde tinha nascido, para ser entregue, no dia 18 de Setembro seguinte, à Federal Express.





A Delta foi a última companhia de aviação americana a voá-lo com passageiros num voo de Greensboro, NC, para Atlanta no dia 6 de Abril de 2003.

Ao todo 1832 B727 foram vendidos a 101 clientes diferentes.

Simplesmente o modelo de avião comercial mais produzido no mundo durante os primeiros 30 anos da idade dos jactos!


Este avião terá sempre um lugar cimeiro na História da Aviação como um dos aviões mais significativos no desenvolvimento e democratização do transporte aéreo.





Graças às suas características únicas proporcionou desde o dia 1 de Fevereiro de 1964 ao comum dos mortais em praticamente qualquer sítio do mundo o acesso ao transporte aéreo de qualidade, com segurança.

É um avião seguro, robusto, fácil de manter e amado pelos pilotos.




Neste avião fui Comandante de 1977 a 1991 na TAP e na Air Atlantis.


Fui também Verificador e Instrutor de Pilotos em Simulador, na TAP, claro.





Um assunto a desenvolver na 2ª Parte desta história:

“O Boeing 727 na TAP e na Air Atlantis”

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. Post Scriptum :.   


Clayton Leigh Scott  






 


William E. Boeing, (Bill Boeing, o fundador da companhia) por volta de 1930, tornou-se amigo de um jovem piloto que acabou por  contratar como seu piloto privativo. Foi depois o primeiro piloto de testes da Companhia e voou entre 1940 e 1966, como "chief production test pilot"






Clayton Scott por volta de 1942









Foi Clayton Leigh Scott, que deixou marcas indeléveis na História do Voo.










Boeing Field na abertura oficial, em 26 de Julho de 1928







Em 1928 ao voar o seu próprio avião aterrou de emergência numa pista então em construção da qual conseguiu descolar no dia seguinte. Tornou-se assim o primeiro piloto a usar o futuro complexo do Boeing Field na História...









Começou por ser piloto dos US mail.

Foi testemunha e participante em grande parte da História da Aviação.



Em Boeng Field em frente ao B-29 de que foi test pilot




Como Piloto de Teste Chefe da Boeing voou vários aviões comerciais e militares incluindo os 247, B-17, B-29, B-47, B-52, 707 e até o 727!











Voou e foi proprietário de aviões até aos 80 anos.


No dia 15 de Julho de 2005, no seu  100º Aniversário,  foi homenageado numa cerimónia no Aeroporto Municipal de Renton.


Que nesse dia mudou o nome para "Clayton Scott Field"


O FAA concedeu-lhe o prestigiado 
"Wright Brothers Master Pilot Award"


No dia do seu 101º Aniversário, na sua presença, inaugurou-se uma estátua sua numa sala do Clayton Scott Field.



A célebre estátua, ao lado do seu Cessna 195




Scotty com Bill Boeing Jr (filho do fundador da Boeing) no dia do seu 101º Aniversário



A vida deste extraordinário pioneiro da aviação terminou no dia 28 de Setembro de 2006. E foi notícia no Wall St. Journal
 
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(Actualizada em 7 de Novembro de 2014)





Links:


"Boeing 727 Global World Tour Round-the-World"

727 Prototype Airplane Historic Photos and Data

The Boeing 727 Prototype Airplane


Welcome to Trains, Planes, and...


Growing Up Boeing - the story of Boeing Test Pilot Lew Wallick, em:
The Museum of Flight 









1 comentário:

  1. No Brasil, a CRUZEIRO possuiu 8 destas aeronaves, , B-727-100 já em 1971 fiz ground-scholl com engenheiros da Boeing que vieram ao Rio de Janeiro, sede da CRUZEIRO, era realmente uma linda maquina de voar, fiz curso de Despachante Operacional de Vôo, DOV- FOO com certificado emitido pelo fabricante, os despachei em Belem-Pará na Amazonia, no Rio de Janeiro, voei em cheque em rota, no cockpty varias vezes, era muito bom. Bons Tempos.

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